Quando se morre, ainda vivo

E se hoje eu morrer,

o que terá ficado pra trás?

De um lado, conquistas e batalhas que perdi

De outro, um mundo inteiro de transformações que em vida sequer compreendi

E se eu de fato pra sempre me despedir,

quantos terão sido os corações que toquei?

Vidas, caminhos, destinos…

Quantos será que influenciei?

Lutei, venci, mas a revolução do amor ainda está por vir

Meu corpo foi paralisando, pouco a pouco, até parar

Meu coração seguiu pulsando forte, sagaz

Acho que é como quando a gente sente sem falar

Desconexão, desajuste, algo fora do lugar

Meu corpo morreu, meu coração, não!

Será que um dia haverá conexão entre razão e emoção?