O verde ritualístico — Sessão #01

Há cerca de um ano atrás o mundo como conhecíamos enfrentou grandes reviravoltas inexplicáveis até então. Cenários de paz, prosperidade, colheitas e farturas foram substituídas por catástrofes naturais, fome, egoísmo e doenças. Cidades e vilas de todos os reinos foram dizimadas e engolidas por uma sombra de angústia e depressão, os tempos de miséria levaram para o vale da morte, em maioria, crianças e mulheres.

Junto com a fartura que se foi a esperança e a lealdade dos antigos habitantes foram substituídas por um cenário caótico de egocentrismo e corrupção. Todos se tornaram cada vez mais introvertidos e preocupados apenas na sua própria sobrevivência, a moral de todas as raças neutras e ordeiras dos quatro cantos do continente foram substituídas pelo que de mais maligno os seres vivos conheciam desde então.

Na contramão dessa premissa, quatro aventureiros vagam em busca de uma reviravolta dessa realidade. Motivados cada um por suas vontades, são eles Gamboa Bastiti, um humano paladino, Gregoriel, um elfo guerreiro, Gardain Forjafogo, um anão clérigo, e Seymor, um humano conjurador. As últimas notícias que tenho sobre eles contarei para vocês.

Os quatro esperançosos vagavam pela Floresta das Sombras, um ambiente inóspito e sem vida, cercado por grossas neblinas e árvores secas. Um barulho exótico chamou-lhes atenção: um batuque de tambores, uma espécie de som tribal, e gritos indecifráveis. Resolveram se aproximar e se deram conta de um cenário ameaçador: três mulheres nuas, com o corpo coberto de sangue, circulando em torno de uma fogueira de chama verde, gritando e batendo em tambores de couro, uma espécie de ritual desconhecido por eles.

Não relutaram em descobrir o que estaria acontecendo ali, e acabaram matando e pilhando todas as três bruxas. O sangue derramado, por sua vez, manteve a cor esverdeada, e a última morta despejou uma gosma de suas entranhas, que se tornaram um ser amorfo não ofensivo. Apesar da tentativa de dizimar a criatura, não conseguiram, e a mesma logo segui em direção as neblinas da floresta, deixando um rastro por onde passava.

Após muita discussão e consulta aos deuses, os quatro aventureiros resolvem seguir o trajeto deixado pela gosma, e se dão na presença da entrada de uma caverna. Relutam em ali adentrar, mas ao ouvir o barulho novamente de novos rituais na floresta, acharam que ali talvez fosse o melhor local para se esconderem e buscarem refúgio. Grande engano quando, ao entrarem ao local, a entrada foi fechada pela mesma substância verde que haviam visto até alí, presente também em diversos locais dentro da caverna.

Enfrentaram também uma espécie de elemental de fogo-verde, se esquivaram de armadilhas ácidas, e logo se viram em uma bifurcação. A dúvida se deu entre uma passagem estreita e um lago de líquido verde. O conjurador logo tomou frente e convenceu a todos da possibilidade de atravessar o lago, construindo uma ponte (temporária!) por outro lado.

No trajeto da ponte, tentáculos verdes surgem e atrapalham a vida de todos eles. A criatura derruba três dos heróis, a ponte aos poucos se auto-destrói, e o único restante que se manteve pendurado logo não aguentou e também caiu no mar verde, sofrendo grandes danos e ficando doente por um longo período. Sair do lago foi um grande desafio que só foi possível com cooperação, mas que logo foi superado.

Prosseguindo, corpos mortos pelo caminho chamou atenção de todos. Gregoriel e Gardain escutaram vozes de antigos entes queridos chamando por eles, vindo de dentro da caverna. Correram convictos de que poderiam evitar um mal maior, mas logo se viram presos dentro de uma cúpula individual da gosma verde. Foram presos por uma armadilha de ilusão. O cabelo coletado das bruxas na Floresta das Sombras se tornou útil: esfregando eles nas paredes da cúpula, elas se desfizeram. Gardain, por sua vez, não estava dentro da sua suposta armadilha.

Encontraram o clérigo metros à frente, agachado, e desorientado. Não respondeu aos chamados, e aos se aproximarem para salvarem o seu companheiro, os três aventureiros foram surpreendidos por uma bruxa que saltou por cima do anão em direção a eles.

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