Que coincidência é o amor

A emoção acabou e a nossa música nunca mais tocou.

Acho que o grande problema dos relacionamentos amorosos é o hábito e a rotina. Essas duas pragas estão presentes em quase todos os casais. Alguns superam, outros acostumam-se e outros terminam.

Quando chega em um ponto onde não há mais no que insistir, é hora de parar e recomeçar. É necessário olhar para si mesmo e ver que não da mais, aceitar.

Um relacionamento empurrado com a barriga de anos namorando e comendo besteiras juntos não pode dar certo. Não pela barriga, mas pelo verbo “empurrar”. É difícil, eu sei.
Acredito que se não está bom para você, para o seu companheiro também não está. Vale mais uma conversa franca do que mais uma semana pensando no que fazer, afinal, tempo é mais do que dinheiro… é vida.

Vocês podem não brigar, se dar bem, conversar de tudo e todos, mas se falta aquele carinho, aquele olhar, o desejo e o beijo, é hora de ligar o alerta e conversar.

É melhor terminar algo com respeito e amizade do que insistir até a última gota e colher frutos sem sabor. 
Engraçado que falo isso como se fosse para uma terceira pessoa, mas estou tentando me convencer do que devo fazer.
São anos juntos e finalmente decidi resolver essa situação que se arrasta por muito tempo. A questão é justamente essa, MUITO TEMPO. 
Cheguei a uma conclusão que um dia para mim é muito tempo. Afinal, quando 99% do relacionamento é bom, mas aquele 1% é o que lhe incomoda, vale a pena uma conversa em busca de solução. Caso contrário, a porcentagem se inverterá sem você perceber.

Por que é tão difícil terminar?

Lágrimas, soluços, saudades do que foi vivido e medo de uma decisão incerta. Oras, nada impede de vocês se encontrarem na esquina e resolverem voltar. É bom quando acaba assim, com apenas lembranças boas, afinal uma “empurradinha” a mais, é muito tempo perdido e suficiente para um machucado profundo.

Não temos tempo a perder, justamente porque somos tão jovens. A juventude é para isso, viver, arriscar, se relacionar e consequentemente terminar. Isso se chama aprendizado.
Primeiro vem a folia, eforia, paixão, tremedeira e depois de tudo isso é preciso aceitar que todo carnaval tem seu fim.

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