Não só tu.

Partes fragmentadas de um poema abandonado e completado depois de um amor perdido.
Não só tu
Mas eu também
Me debruçou no leito
Leito de amor
Me convém.
Pele suada
Beijo contante
Noite de abril
Tua boca calada
Lábios sangrando
De tanto te amar
Escuridão de quinta
Amanhecer chegando
Poder te abraçar como se não houvesse amanhã, mesmo na ausência discreta do hoje.
Falando pra outrem que mal te amei.
Já desanimei.
Pouco amei pois a noite de tão rápido que passara, e eu nem a claridade vi.
Deveras.
Me espera no mesmo leito de sempre, aquele sem sanidade, sem morfina, só eu e tu.
Traz aquela blusa preferida, aquele cd antigo dos Beatles, e aquele livro velho do espanhol. Vamos ensaiar e cantarolar a noite toda
Traz tua peça de teatro.
Já é algum começo.
Vamos reatar as 3:00 da manhã, enquanto eu sussurro no teu ouvido as causas pelo que eu fico sem fôlego quanto te vejo, ou pelo que fico poetizando por tu.
Não só tu.
Eu também te amo.
— ConstelaçõesEmMim.
