Música e produtividade

A cultura de escutar música no trabalho começou a ser difundida nos últimos anos. Isso se deve, também, pela nova estrutura dos escritórios, foi-se o tempo daquelas baias que pareciam uns apartamentos em que o funcionário ficava trabalhando isolado, para uma tendência de que não há mais paredes e salas. Agora, o que predomina, são aquelas mesas compridas e um trabalhando ao lado do outro.

As vantagens são enormes, acaba com a dificuldade de comunicação, fica mais fácil você falar com pessoas do mesmo time e, também, tira aquela sensação de que você está preso dentro daquela baia e evita de ficar olhando para uma parede o dia todo.

Entretanto, a queixa de alguma pessoas, é que por não ter paredes, aumentou-se o ruído nos escritórios e, uma das formas de evitar eventuais barulhos, é colocar o fone para ajudar a se concentrar.

A maioria das pessoas conseguem se concentrar por, no máximo, 100 minutos contínuos antes de dar uma parada pra um café ou ir ao banheiro e, para não quebrar esse tempo de foco, o fone é um boa opção.

Quem está acostumado em trabalhar escutando música sabe que, quando esquece os fones de ouvido, parece que o dia vai ser menos produtivo. Com as orelhas protegidas desligamos de qualquer distração externa e focamos na atividade que precisa ser realizada. A prova que já estamos viciados em colocar o fone para trabalhar é que muitas vezes não é necessário nem escutar, de fato, uma música, só o fato de ele estar ali na nossa orelha já é um sinal de que podemos começar a trabalhar. É tipo no filme Falcão — o campeão dos campeões quando o Stallone virava o boné pra trás e ganhava de todo mundo na queda de braço, era uma chave que ativava pra ele colocar uma força extra.

A questão da música é que, ao escutarmos, o nosso cérebro libera dopamina, que é um químico que nos passa a sensação de prazer, mas não basta colocar o fone e escolher uma música que o efeito já começa a funcionar, ele é muito forte quando nos deparamos com uma música que nos impressiona e que você não conhecia até então.

Existem muitos estudos que fizeram diversos testes para entender que música seria ideal para cada situação

  • Para tarefas chatas: Se chegou a hora de abrir aquela temida planilha do Excel ou aquele documento financeiro, esquece a trilha do piano e abre a playlist de rock ou música clássica, segundo estudos, a capacidade de uma pessoa reconhecer letras e números aumenta com essas músicas.
  • Para diminuir a tensão: tem dia que acumula um monte de trabalho ou tudo parece dar errado, é nesse momento que seu nível de estresse e tensão aumentam. Nesses casos, a melhor música é aquela que você já conhece e gosta, não importa se é do Luan Santana ou do Zeca Pagodinho.
  • Para se concentrar: se chegou a hora de se concentrar a dopamina neste caso pode ser um inimigo, pois ela em excesso faz com que perca o foco, sendo assim, a melhor música é aquela que você já conhece ou música instrumentais. Músicas novas, neste caso, podem atrapalhar a concentração.
  • Novidade: se você está precisando ler um contrato importante ou um relatório que até então lhe era desconhecido, o melhor a se fazer é apertar o pause, pois a música nestes casos pode dificultar a sua memória.
  • Criatividade: existem teorias que falam para ouvir sons ambientes, tem até um site que fica tocando o som ambiente de uma cafeteria, barulho de pessoas conversando e xícaras batendo. Para criatividade é muito subjetivo, cada um funciona de uma maneira muito ímpar.

O mais interessante, entretanto, de escutar música no trabalho é quando tem aquela pessoa que está tão focada na música que está ouvindo que começa a cantarolar, quem nunca pegou alguém cantando um Zezé de Camargo e Luciano ou Britney Spears?

Sendo assim, esses foram alguns pontos baseados em estudos do que escutar para cada tipo de trabalho, mas é claro que tudo isso e muito subjetivo, vai de cada um descobrir o que funciona pra você.

A single golf clap? Or a long standing ovation?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.