A terra arrasada

Pós-final de quem perde é sempre assim: aquela secura e aridez, mesmo quando a chuva cai alagando tudo. Gosto de remeter uma derrota numa final como a de ontem àquelas imagens de cidades abertas para o inimigo passar depois do sítio. Caratonhas saindo das vidraças com as cortinas entreabertas, o júbilo dos colaboracionistas saudando os inimigos, tiros para o alto, alguma música triste tocando ao longe.

E ainda haverá alguém para celebrar as glórias do passado e dizer “nós somos melhores”. Somos não. Isso é estertor do desengano, a fala da negação. Podemos vir a ser grandes novamente, mas a terra tá arrasada.

O Sport tá bem assim: uma terra arrasada com dirigentes que acabam agindo como inimigos. Andando como zumbis numa ponte atingida por uma bomba nuclear. Pior é que o Bahia parecia um teco teco com armamento cedido por nós, armamento capenga que tossiu na nossa cara. E ainda assim nós, com um cosplay de Mr. Magoo, pegou nosso canhão desarmado e milagrosamente deu tiros nos pés.

Tiros nos pés que, aliás, são dados todos os dias. Seja pelo planejamento horroroso, seja pelo staff que parece aquela reunião de família em que todo mundo tá errado, mas sorriem bonachões enquanto a laje da casa cai.

O pior é que, mesmo com a laje caindo na cabeça, creem piamente que estão agindo corretamente e continuam fazendo as mesmas cagadas e saindo na chuva com suas caudas de pavão em meio à cidade arruinada. A cidade vai continuar sendo destruída e toda solução pensada será como colocar papel higiênico para tratar um câncer.

No mais é buscar o sentido para reerguer-se. A diretoria quer buscar isso errando novamente. Pior é a soberba de achar que está correta.

Mais acertos do que erros…

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