Coisas que não aconteciam estão acontecendo

Foto: Diario de Pernambuco

Quando Maikon Leite marcou aquele gol aos 47 do segundo tempo contra o Goiás minha estupefação alcançou níveis nunca dantes vistos nos últimos tempos. Afinal, se lembrarmos daquele jogo de 2011, enquanto penávamos na Série B, com gol de Iarley aos mesmos 47 minutos e ano passado também no apagar das luzes enquanto minhas retinas fatigadas ainda doíam com aquele chute de Danilo, digno de figurar nos testes de jatopropulsão da NASA.

O espanto continuaria ao longo do jogo de ontem, porque, em outras épocas já estaríamos voltando com a sacola cheia e um tom de resignação dizendo “ah, uma derrota normal”. Mas um empate com maior posse de bola e com o Vuaden deixando de anotar um pênalti para o Fluminense no final do jogo.

Foto: Globo Esporte

Só faltou gol de Mike. Ou de Danilo.

Tá, seria demais.

Depois de seis partidas e ainda estarmos invictos começo a achar que Eduardo Baptista é feito de Teflon, uma vez que as crises rondam sua grave figura e simplesmente não agarram. Em compensação, ter Mike, Henrique Mattos e Danilo no seu elenco, parece aquele cientista louco que guarda uma cultura de vírus e bactérias e joga no duto do ar condicionado só pelo prazer de ver as pessoas sofrendo.

Ademais, mais uma hora da verdade se aproxima com os dois jogos em sequência (JEC e Vasco da Gama) e a tradicional muzenza leonina em se deparar contra times em crise e no Z4. Ano passado foi Figueirense e Flamengo fora de casa, um depois do outro. Superar isso agora, em casa, será o maior desafio pra o Frigideira de Teflon, como de ora em diante alcunharei Eduardo, para ver se as coisas que não aconteciam continuarão acontecendo.

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