Dois tricolores com duas cajadadas

Site oficial do Sport

Poderia bancar o Machado de Assis e mandar um “Alvíssaras!” depois de quatro vitórias seguidas, mas a verdade é que o futebol do Sport está longe de ser alvissareiro e também pega mal ficar usando arcaísmos a torto e a direito. Contudo, dentro da mixórdia que sempre é início de temporada, vencer sempre é bom, perder sempre é ruim e ganhar clássico é sempre uma maravilha, até porque ninguém merece acordar numa segunda-feira com a cabeça inchada.

Falcão até deve ter visto os tapes dos últimos jogos e falado pra si mesmo que havia se equivocado quando disse que o Sport não estava abusando do chuveirinho. No jogo de quarta-feira eu me sentia como uma girafa esticando o pescoço em uma partida de tênis tentando acompanhar cada cruzamento feito na área do Tricolor do Pici. Que, aliás, deve ficar com a segunda vaga do grupo. Se não é um time extraordinário provavelmente vai muito longe com o filho do Renatinho e Moacir Noiado, que o que sabe de malandragem, sabe ainda de bola.

No mais, o 2x0 de quarta-feira saiu barato, se não fosse a insistência em achar que estamos em qualquer campo da Premier League (estereótipo, claro) pra ficarmos bancando os ingleses e suas bolas aéreas. Ainda se fosse como o gol de Vardy, do Leicester, contra o Liverpool. Mas aí temos de recorrer ao Poste.

Poste aliás que tá marcando um gol por jogo numa regularidade quase igual a dos seus irmãos da Celpe, que tem um poste dando curto por dia praticamente. E se clássico tem bravata de jogador anunciando gol, ele que não anunciou nada porque deve possuir um bom senso tremendo, proporcionalmente igual a quantidade de finalizações perdidas durante um jogo, foi lá e dando um carrinho, virou o jogo.

Como escrevi no Twitter, o 2x1 saiu barato para os tricolores, que jogaram melhor enquanto o meio campo do Sport parecia bêbado tentando dançar ciranda e Mateus Ferraz girava mais do que Lia de Itamaracá com labirintite caindo de um dos muros do Forte Orange. Depois que o Sport colocou a bola no chão e até Serginho resolveu jogar bem, (e não tivemos chuveirinho!), a velocidade do “bom jogador ruim que parece bom e na verdade é bom que parece ruim, mas que é bom mesmo e joga quando quer”, que é o Lenis, o reumatismo de Vítor ficou mais fácil de ser batido e saiu o empate. Falaram muito de Gabriel Xavier, que também jogou bem, mas quem deu o passe para o gol da vitória, de novo, foi o moço Everton, que depois da sombra sobre sua cabeça parece que resolveu tomar vergonha na cara.

Diario de Pernambuco/ Blog de Esportes

Sobre Túlio, espero que minhas expectativas mais pessimistas permaneçam, porque ao longo do ano será isso: minutos a fio xingando para no apagar das luzes ele guardar o seu. Se tivemos um Hélio Doido nos anos 90 fazendo gol de tudo que é jeito, e era tão caneludo quanto, Túlio, um pouco abaixo dele tecnicamente, ainda marcará muito, na mesma medida em que torcedores infartarão.

Enquanto isso, a paz pós-clássico, a comemoração à la Mané Gostoso e a espera pelas bandas do Piauí, que não tem Monumental, mas tem River.

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