A Cabana: aparência e abordagem modernas, fundamentação antigas

Com um forte apelo emocional, A Cabana, nós leva para um momento de sacrifícios de nossas razão julgadora. Pondo, assim, tal tarefa nas mãos de Deus, mas, não aquele Deus do Pentateuco, e sim o Deus da promiscuidade fundamental e subjetiva do novo testamento. Portanto, assim, em nosso mundo de diversidade, esse Deus sé dá forma numa tríade de personagens que vão levar Mack passar por estágios de reconciliação de si para com si.

O filme em diversos momentos usa-se de apelos diversos, sejam eles racionais, emocionais e irracionais (esse é o que eles dão mais enfoque). Visualmente há momentos que dá um certo “cringe” de ver, por exemplo; o momento em que Mack encontra com a alma vermelha e brilhante de seu pai(?) à esse encontro segue-se o apelo emocional que o filme lhe enfia garganta abaixo sem, ao menos, aprofundar questões de personagens ali postos secundariamente. Mesmo, em certos momentos o filme trate, que de relance ou num vislumbre, personagens importante para o contexto ali do Mack. Aliás, um problema que eu tive com esse filme foi-me parecer que é uma releitura de algum momento da bíblia, bem paupérrima, quiçá o livro de Jó. Há também momentos de alívio cômicos em diversas cenas, porém não sei se só eu na sala de cinema foi o que não pegou, pois os espetadores iam a gargalhadas em cenas que, modéstia parte, nada de engraçado tinham.

Uma palavra que defina esse filme é, portanto, promiscuidade, talvez maior que ao ler o novo testamento, pois há, no segundo testamento um sentido poético, ao contrário dessa adaptação. Ainda não li o livro que o filme se baseou, mas se o livro for da mesma promiscuidade do filme, provável que eu desista de lê-lo nas primeiras 50 paginas.

Ademais, a atuação de Megan Charpentier estão muito boas e é o que se destaca no filme ao meu ver.

Destaco, também, para encerrar aqui, o momento mais “cringe” do filme que é o de Mack e “Jesus”, Aviv Alush, correndo sobre as águas.

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