Os meus medos, beirando os 30.

A insegurança, indecisão, medo e imaturidade são normais na adolescência. São sentimentos comuns nessa que deve ser a mais difícil fase da vida.

O que eu não sei bem é se é algo normal sentir o mesmo agora, pouco mais de um ano antes de sair da casa dos 20. E eu tô tentando descobrir.

Essa década é simbólica pra mim. Representa os anos da juventude, quando ainda se tem toda a vida pela frente e ainda se pode conquistar o mundo e realizar todos os sonhos que se pode ter.

Parece que a vida só é legal quando se tem vinte, vinte e poucos, vinte e tantos.

Chegando aqui, na parte final desses dez anos mágicos, me percebo talvez com mais medos e estou seguro de que com menos certezas e respostas. As decisões aqui parecem ter um caráter mais urgente e parecem ser imutáveis. Como se aqui devêssemos decidir finalmente quem ser, como ser. Para o sempre.

Não é o emprego que planejei, não é o emprego que esperavam. Não é a vida que planejaram, mas é vida a que criei. E muita coisa aqui eu quis sim.

“Eu refiz as contas. Dez anos passam num estalo!”

Eu sei que muito disso só está dentro da minha cabeça de moleque que tem medo de envelhecer. Talvez por gostar tanto da vida, meu medo de que ela passe e a constatação de que os anos voam me apavoram.

Tenho medo de que o tempo corra demais. Tenho medo de ficar só e medo de não fazer tudo o que quero. Medo de dizer sim e medo de dizer não.

Eu estou parado, procurando um caminho. Daqui em diante tem que ser ladeira a baixo?

Like what you read? Give Lucas Muniz a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.