Mais amor, menos julgamento.

Um garoto anda pelo colégio, e todos olham para ele. Ao passar nos corredores, todos o olham, e o ofendem com xingamentos que vão desde viadinho, até dizerem que sua família deve ter vergonha dele.

Ele não passa de um garoto normal, como qualquer outro. Não se veste de maneira diferente, não chama palavrões, e é extremamente educado, e simpático com quem quer que seja. Porém, carrega a maldição de ser chacota dos outros, só por eles acharem que tal é homossexual. Quando na verdade, não é.

Esse “achismo’’ acaba por construir ódio. E é esse ódio que gera preconceito. Que traz à tona o bullying, e o assédio a quem, maior parte das vezes, não faz mal a ninguém. É esse ódio que acaba com o mundo. Que transforma cada vez mais, a sociedade em uma guerra de ideologias em que, quem pensar diferente de alguma religião, ou quiser ser e viver à sua maneira, é encarado como aquele que irá para o inferno, e que não presta para nada, do qual o criador deve se envergonhar.

Muitos dizem que tudo tem que ser levado como diz a bíblia, como dizem os Deuses, e que tudo tem que ser da maneira correta. Mas, o que é verdadeiramente correto?

Será que não é uma questão de ponto de vista? O que é correto para mim, pode parecer errado para você. E vice versa.

O garoto mencionado no início do texto, sofre, e vai sofrer violência verbal por muito tempo. E vai carregar o trauma pelo resto de sua vida.

E se eu lhes disser que o garoto sou eu?

Nunca fui homossexual, sempre fui hétero, sempre gostei de mulher, e somente me relacionei com elas. Mas, por muito tempo fui, e às vezes ainda sou motivo de tiragem de onda, onde, só porquê vivo da minha forma , muito feliz aliás, e sou bastante extrovertido, sou motivo de confusão.

Já vi amigos andando com outros, e amigas andando com suas mães, sendo violentadas verbalmente. Sendo chamadas de sapatões safadas - termo horrível que só pode ter sido inventado por um doente mental - e sendo obrigadas a ouvir aquilo. Pois, caso agissem, mesmo estando corretas, seriam encaradas como erradas pela “sociedade santa’’ em que vivemos.

Até hoje tento entender o porquê de tanto julgamento. E como já fui objeto de ofensa, não consigo e nem nunca consegui, ser preconceituoso. Preconceito para mim, é doença.

E só há uma solução para ela: Amor.

Mais amor, por favor.