Nada é para sempre. “Nothing lasts forever”. Desde que eu ouvi pela primeira vez a música Wildest Dreams, da Taylor Swift, fico indagando sobre a possibilidade do “sempre” existir apenas no significado. E não na prática.
Fui me envolver com uma pessoa que já estava com a passagem comprada. Para um lugar bem longe daqui. Bom, se eu fosse ele, eu não seria eu (como diz uma música brega atual). Faria a mesma coisa depois de conquistar o ensino superior: trabalhar no ramo aonde tenha demanda. Meu estado ainda engatinha no quesito evolução.

Nos tempos atuais, é meio difícil fugir de clichês. Tem que haver sexo no primeiro encontro. Até mesmo um clássico da sétima arte de 1976, Rocky: Um lutador, mostra esta “regra”.
Agora cada lugar que fomos, um flashback obrigatoriamente é exibido para mim. Dependendo do humor, são bons e outrora, ruins.
Foi ótimo enquanto durou. Cada momento juntos eu já pensava na tristeza na hora da partida. No dia antecedente da viagem, chorei como estivesse assistindo o final de A.I. Inteligência Artificial… Mas no filme o para sempre tem prática. E não apenas significado.
Eu queria tanto que você não fugisse de mim. Mas se fosse eu, eu fugia…
Macaé — Clarice Falcão