“A revolução não será televisionada”

“Se um cachorro morde um homem, não é notícia. Mas, se um homem morde um cachorro, aí temos uma notícia”. Esta foi a primeira “lição” que aprendi na faculdade de jornalismo. Parece engraçado, não é? Ensinam que aquilo que sai do comum, o exótico, o que choca, o extraordinário, o bizarro, é o que rende manchete. Assim como eu, muitos receberam essa programação, que é o que está por trás de tudo que vemos na imprensa, esta indústria que deveria informar para empoderar, mas que hoje espalha o pânico para controlar. Amedrontados por notícias de crimes, crises e catástrofes, seguimos enfraquecidos, num ciclo vicioso que serve a uma elite que sabe bem o que faz. Os acontecimentos que vemos na mídia não correspondem nem a 5% de tudo que acontece no mundo. E há quem ache que ler todos os jornais significa estar bem informado. O máximo que acontece é ter um recorte muito pequeno e de má qualidade daquilo que é real para uma parcela minoritária da humanidade. Acredite: acontecem muito mais coisas boas do que ruins a cada minuto, mas isso não é notícia. Pra quem manda, não interessa que aqueles que obedecem saibam que há muito mais oportunidades, iniciativas, soluções, milagres e invenções maravilhosas do que barbárie. A revolução nunca foi e não está sendo televisionada. Saiba disso

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