Dois amigos, um século de música.

12 discos preferidos da MPB

Ou os 12 discos da MPB que mais escutei na vida!

Danilo Lins
Aug 9, 2017 · 5 min read

Os discos aqui selecionados foram aqueles que mais passearam pelos meus fones nesses 22 anos. Sem mais delongas, vamos ao que importa!

1. Alucinação (1974) — Belchior

Alucinação é o segundo disco de estúdio do Belchior e o mais vendido da carreira do Bel — foram mais de 500 mil cópias, consagrando o cancioneiro de Sobral no imaginário da música brasileira.

Alucinação é a síntese da construção poética e discursiva de Belchior: crítica social, política, história, juventude, amor, regionalismo. Esse é o disco de “Como Nossos Pais”, uma das canções mais marcantes da MPB.

Bônus: outro disco FODA da carreira de Belchior se chama Elogia da Loucura (1988), referência ao livro de Erasmo de Roterdã.

2. Transa (1971) — Caetano Veloso

Disco gravado durante o exílio de Caetano na Inglaterra. Caê mistura o tropicalismo com a cultura estrangeira e o resultado é maravilhoso.

“Talvez pela distância, talvez pela falta de olhares vigilantes, Caetano nunca tenha sido tão Caetano como nesse álbum” (Rolling Stones Brasil)

Bônus: outros dois discos que adoro do Caetano são, respectivamente, Muitos Carnavais (1977) e Cores, Nomes (1982).

3. Acabou Chorare (1972) — Novos Baianos

Acabou Chorare, certamente, é um dos discos mais versáteis da música popular brasileira. Influências que gravitam entre Jimi Hendrix e João Gilberto — principal inspiração e mentor dos Novos Baianos no período de concepção do disco.

Samba, guitarrada, maracatu, de tudo um pouco, tudo lindo, tudo cá, cá, cá. Para saber mais sobre o processo criativo do Acabou Chorare indico o documentário: “Filhos de João: O Admirável Mundo Novo Baiano’’, disponível no Youtube.

4. 1976 — Cartola

Dizem que 1976 é um resumo do samba brasileiro. Em todas as listas de “Melhores álbuns de todos os tempos da MPB”, esse disco figura entre os 10 melhores.

Melancolia e poesia entram na avenida e transitam pelos acordes do cavaco.

Bônus: outro disco que traduz o samba é o Canta, Canta Minha Gente (1974) do Martinho da Vila. Também vale ser ouvido com muita atenção.

5. A Tábua de Esmeralda (1976) — Jorge Ben

A Tábua de Esmeralda traduz a magia musical de Jorge Ben: o violão descompromissado, a cadência, as transições, a voz miúda e o surrealismo-poético das composições. Meu preferido dele, de longe!

Bônus: Samba Esquema Novo (1962) é considerado por muita gente o melhor álbum do Ben.

6. Construção (1971) — Chico Buarque

Disco lançado no período mais tenso e conturbado da ditadura militar. Em obras anteriores, Chico ainda resguardava a áurea romântica e de bom moço.

Construção, para muitos, demarca uma virada na carreira de Buarque.

São 10 músicas que desfilam peso, denuncias políticas e melodias impecáveis. Daqueles discos obrigatórios para se entender a história política do país. Meu preferido de Buarque.

Bônus: não dá pra citar só um disco do Chico . Outro álbum dele que vive circulando pelos meus fones é o “Meus Caros Amigos” (1976).

7. Refavela (1977) — Gilberto Gil

Refavela faz parte da triologia “RE” de Gil: Refazenda, Refavela e Realce.

Refavela é um disco de/para periferia, cheio de construções e metáforas que reforçam o cenário do subúrbio e de outros elementos da cidade.

Bônus: Leiam a história de “Sandra”, minha música preferida de Gil e a música mais incrível do Refavela.

8. Tim Maia (1971) — Tim Maia

Estou longe de ser crítico musical, mas ao meu ver esse é o disco mais “swingado” da carreira do Tim. Uma preciosidade! Minha música preferida dele está nesse disco: I Don’t Know what to do with myself.

9. Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos (2009) — Otto

Visceral, cortante, pesado, melancólico, obra prima da carreira de Otto! Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos — referência ao livro A Metamorfose de Kafka (leiam esse livro) — é o quarto álbum de estúdio do Galego.

Uma das minhas músicas preferidas da MPB estão nesse disco, se chama “6 minutos”.

Bônus: o novo álbum de Otto, chamado “Ottomatopeia” é o mais acessível do cantor. Vale a pena começar por ele e depois escutar o Certa Manhã.

10. Da Lama ao Caos (1994) — Nação Zumbi

Revolucionário! Como tudo que a Nação se propõe a executar. Da Lama aos Caos colocou as bandas de Pernambuco no mapa e nos rendeu coisas muito boas!

Bônus: Fome de Tudo (2007) é outro disco que amo. O melhor da Era Jorde Du Peixe.

Discos que não estão na lista, mas merecem atenção:

  • Secos & Molhados — Secos e Molhados

    Danilo Lins

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    Employer Branding @ Creditas. Por aqui, textos sobre branding, comunicação e alguns trocados de contos.

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