Employer Branding é sobre verdade

Das Feiras de Carreira ao Programa de Estágio: entenda o conceito adotado pela Creditas nas Universidades.

Danilo Lins
Sep 24 · 6 min read

Antes de explicar como construímos nosso conceito nas Universidades, preciso realizar uma breve digressão para analisar a importância que a transparência e a autenticidade têm para as marcas em tempos complexos.

Neste momento, você pode estar se perguntando:

“O que isso tem a ver com Employer Branding?”.

Bem, te convido a embarcar de peito aberto nessa leitura para refletirmos sobre o papel das marcas em um mundo em transformação e como podemos tirar proveito dessas rupturas.


Novos paradigmas no horizonte

Todos nós — comunicólogos, pesquisadores, profissionais de marketing e recursos humanos, gestores, empreendedores, políticos e ativistas — estamos diante de um cenário desafiador em que os atores sociais estão hiperconectados e organizados em rede.

Esta transformação nas práticas culturais contemporâneas se enquadra no que se entende como cibercultura: uma nova relação entre a técnica e a vida social, que permite que os aparatos tecnológicos e o espaços digitais se misturem com a vida em sociedade, abrindo caminhos para que os indivíduos sejam produtores de conteúdos e, assim, sujeitos não só da recepção, mas, ainda, da emissão e do intercâmbio de todos os tipos de conteúdos.

Este novo modo de vida possibilita que os sujeitos amplifiquem seus universos comunicacionais e remodelem suas posturas diante das instituições. Com acesso fácil a canais que reverberam opiniões e visões de mundo, o indivíduo contemporâneo é convocado à participação em todos os processos produtivos: seja no campo publicitário, jornalístico, religioso, político, ambiental e até mesmo artístico.

Da cultura de massa centralizadora, massiva e fechada estamos caminhando para uma cultura copyleft, personalizada, colaborativa e aberta.

Essa nova configuração social impôs um revés para governos, empresas e, sobretudo, para as marcas que precisaram (e ainda precisam) abandonar as posturas dissimuladas e distantes que se acostumaram a praticar.

Como comenta Raul Santahelena em seu novo livro, o consumidor só confiará em marcas que são honestas e que jogam limpo com ele. Sendo assim, para conquistar a mente e o coração das pessoas (dos talentos, no caso do employer brand), as marcas precisarão estabelecer uma estratégia de coerência entre o que comunicam e o que fazem.

Franqueza e a autenticidade devem ser o centro de gravidade das marcas que desejam alcançar sucesso em tempos de complexidade e conexão.

Tendo a acreditar — e outros autores também, deixei vários deles nas referências deste artigo — que marcas que assumem a autenticidade e a verdade como linhas mestras da sua cadeia de valor; e demonstram com clareza quais são seus diferenciais e pontos de melhoria, conseguirão desenvolver relações mais duradouras com seus stakeholders. E, como consequência, entregarão melhores resultados.


Na Creditas, trabalhamos diariamente para que nossa marca — empregadora e de consumo, afinal, ambas se sobrepõe — transmita confiança para nossos (as) clientes e candidatos (as).

Nas últimas campanhas que lançamos, por exemplo, estampamos a hashtag #DeVerdade nas peças veiculadas. A tag servia como uma espécie de chancela e resumia de maneira direta um valor inegociável para nós: a transparência.

Para construir o posicionamento nas Universidades, não foi diferente. Estruturamos uma estratégia que comunicava de maneira real como é trabalhar em uma fintech repleta de desafios e mudanças constantes.

Questionadores, sonhadores e otimistas

O primeiro passo realizado para construir nosso conceito nas Universidades, foi conectar as macro características das juventudes com os valores e o momento de marca da Creditas.

Em conversas e chuva de ideias, percebemos que a natureza questionadora dos jovens independe de geração, e o caráter provocador sempre esteve presente em todas as esferas juvenis.

Como alertado neste artigo desenvolvido pela Box 1824, independente da época, o jovem se comporta de forma transversal a todas as gerações, assumindo posturas que são insurgentes, experimentais, desbravadoras, libertárias e identity seekers.

Parte das características geracionais que mapeamos, possuíam forte sinergia com as premissas que abraçamos na Creditas. Assim como os jovens, também questionamos padrões e opiniões. Não deixamos de lado o espírito explorador e sonhador; e sempre acreditamos que é possível construir um futuro mais próspero para todas as pessoas.

Bingo! O match estava feito…

Questionadores, sonhadores e otimistas, surgiu como conceito que amarrou e desdobrou todos pontos de contato da marca empregadora nas universidades.

Manifesto e Desdobramentos

Para traduzir o conceito de maneira visual, o time de criativos (as) da Creditas produziu um vídeo-manifesto com objetivo de deixar uma mensagem clara: nossa empresa está de portas abertas para pessoas que sonham e são otimistas como nós.

Clique no link abaixo para assistir o manifesto completo 👇

“(…) A gente não sabe como vai ser o futuro. Mas do nosso lado, não falta confiança. Nosso jeito questionador e sonhador nunca vai mudar. Se faz sentido para você, é hora da gente conversar. Estamos aqui. E você, onde quer estar?” (trecho do manifesto)

Para reforçar o espírito questionador do posicionamento deixamos uma pergunta no final do manifesto para que o público-alvo refletisse sobre o futuro e enxergasse a Creditas como um lugar possível de desenvolvimento de carreira.

Esta pergunta também foi desdobrada na identidade visual dos nossos estandes, na ativação que levamos para as Feiras e na landing page do nosso programa de estágio.

Ativação nas Feiras em Universidades

Na ativação, a pessoa que passasse pelo nosso estande podia enviar uma mensagem para ela mesmo respondendo a pergunta do manifesto: onde você quer estar no futuro?

Estande da Creditas no Workshop Integrativo da Poli USP, maior feira de carreiras da América Latina. O estande serviu como ponto de contato para aplicação do conceito e seus desdobramentos.

Entendemos que Feiras em Universidades são eventos cheios de informações e estímulos. Nossa intenção ao realizar esta ativação, era fazer com que os (as) jovens parassem alguns minutos para refletir sobre a vida e a carreira.

Para gerar ainda mais significado para a ação, as mensagens recebidas serão enviadas para os participantes daqui a 1 ano. Dessa forma, eles poderão realizar uma comparação entre expectativa e realidade.

Todas as pessoas que participaram da ação, ganharam um chinelo da Creditas com um recado bem especial atrelado ao conceito que estabelecemos. A mensagem era um chamado para construção de um futuro em conjunto e um ponto de leveza dentro de um questionamento tão difícil de ser respondido.

Não temos dresscode na Creditas. Nada mais justo que levarmos nossos chinelinhos para representar um pouco da nossa cultura e fornecer ainda mais significativo para a ativação.

Ah! Também desenvolvemos um adesivo casado com o conceito. O sticker permitia que as pessoas usassem a criatividade:

Programa de Estágio

A campanha e a identidade visual do nosso primeiro programa de estágio também reforça o conceito Questionadores, sonhadores e otimistas e os desdobramentos que foram expostos no manifesto.

Vídeo oficial do Programa de Estágio

Como alertado anteriormente, estruturamos um conceito flexível para ser alocado em diferentes frentes nas Universidades e em momentos distintos de relacionamento da marca empregadora da Creditas com os jovens universitários.

Em resumo…

Quando entendemos que a marca empregadora precisa ser transparente e consistente, conseguimos conceber conceitos, campanhas e ações que comunicam de maneira legítima os atributos, valores e diferenciais da nossa organização. Mais do que isso: conseguimos conectar pontos e garantir coerência entre os discursos que são transmitidos pela marca.

O conceito que estabelecemos comunica na lata o momento de crescimento que vivemos, nossos desafios e complexidades. Em todos os diálogos e vínculos que forjamos, deixamos claro o que as pessoas universitárias iriam encontrar em nossa empresa.

Afinal, sempre existirão talentos que se interessarão pela nossa marca por aquilo que ela é de verdade.


Nada disso seria possível sem o esforço de um timaço:

  • Pedro Baptista: Gerente de Criação da Creditas
  • Pedro Gutierres: Team Leader de Criação da Creditas
  • Rodrigo Cerutti: Redator da Creditas
  • Isadora Greiner: Team Leader de Social Media da Creditas
  • Whiny Fernandes: Team Leader de Employer Branding da Creditas
  • Mariana Lopes: Analista de Employer Branding da Creditas
  • Teresa Sanches: Team Leader de Eventos da Creditas
  • Time de Recrutamento e todos os tripulantes (colaboradores) da Creditas que participaram do nosso estande durantes as Feiras em Universidades

Referências

  • Marcas Humanizadas e suas interações sociais com consumidores no ambiente digital — de Fernanda Carrera, 2018.
  • Cibercultura, tecnologia e vida social na cultura contemporânea — André Lemos, 2008.
  • Cibercultura, cultura e identidade. Em direção a uma “Cultura Copyleft?” — Andre Lemos, 2004.
  • Cibercultura — Pierre Levy, 1999.
  • Marketing 4.0 — Philip Kotler, 2017.

Danilo Lins

Written by

Employer Branding @ Creditas. Por aqui, textos sobre branding, comunicação e alguns trocados de contos.