É possível ser criativo em um ambiente corporativo?
Quando pequenos todos nós vamos a uma escola, e entre os 03 anos de idade até os 7 anos tudo é muito lúdico, pois trata-se e compreende-se esse momento como fase de aprendizagem essencial! É Nesse momento da nossa vida que estamos dando os primeiros passos em relação a escrita, ja construímos frases complexas e elaboradas e ja temos um senso maior de como o mundo funciona, ja temos horários fixos para entrar e sair, temos calendários de provas e avaliações, responsabilidades com resultados e produtividade.
Então, qual é o momento que deixamos de ver a vida de forma mais lúdica leve e criativa e passamos a ver como única forma de aprendizagem os métodos, formulas, padrões, repetições e tudo que conhecemos sobre a forma como adultos se acostumaram a se desenvolver?
Me chama muita atenção, que nessa fase da vida entre 3 e 7 anos, ainda não existem engenheiros, médicos, advogados, atletas ou professores, existem apenas humanos em sua fase infantil. Logo, os menos criativos em sala de aula, aquelas pessoas que aparentemente estão enviesadas para área de exatas ou saúde desfrutam do mesmo prazer da criatividade, da liberdade que as crianças que um dia se tornarão profissionais criativos desfrutam.
Aqui cabe uma pergunta! No ambiente de trabalho seja ele qual for, não se faz necessário a continuação do processo de aprendizagem? Não existe uma curva de conhecimento a ser adquirido? E quando os processos mudam? Chegam novos produtos e serviços no portfólio da empresa e os maquinários antigos de produção dão lugar a novos equipamentos tecnológicos? Não é necessário aprender? Desenvolver? Criar e adaptar?
O que vemos nitidamente em start ups, empresas de crescimento agíl é justamente a capacidade criativa de solucionar problemas, de propor novos caminhos e de fazer negócios criativos! Ou Seja fazer muito com pouco, fazer muito quando as condições e cenários são adversos dependerá necessariamente que todos os envolvidos consigam criar.
O que teremos pela frente nessa revolução 4.0 é uma geração de profissionais criativos, Dinâmicos, resilientes, atualizados e que sempre estarão aprendendo com a experiência do meio! Engenheiros, médicos, designer de tudo, programadores e o que nos resta das profissões conhecidas até aqui, todos sem excessão precisaremos desenvolver essas habilidades.
Se os profissionais terão essas habilidades, tanto os da geração X, Y, Alpha e os milleniuns que já saem com esses skills de fábrica, automaticamente o local de trabalho e de desenvolvimento de suas produtividades, deverá estar apto a recebe-los, a estimula-los com um conjunto de fatores que vemos hoje empregado na cultura de muitas empresas. Esse Fit cultural não é uma questão de tendência, é uma questão de como os profissionais do futuro enxergam o mundo, de como eles produzem, de como funcionam suas mentes e de como se comportam os seus clientes.
Tudo me leva a crer, que criatividade já não é mais uma característica mas sim uma habilidade de todos nós.
