Respeito e comprometimento, porra!

Questionar “vontade” de jogador em campo se tornou algo quase que proibido para quem analisa futebol de forma remunerada por se tratar de uma percepção pessoal, muito mais interpretativa — ainda mais na geração dos números e estatísticas, que ‘provam’ teses jamais vistas na história do esporte bretão. Mas quando se trata do imaginário do torcedor, respeito e comprometimento são pedidos que ecoam quase que em uma só voz nos mais variados estádios do Brasil, independente de cores, mas ainda mais alto na ‘nação’. E com razão.

Na classificação mais por sorte que por competência do Flamengo, contra o Atlético-GO (1x2), pela Copa do Brasil, o constrangimento bateu na porta lá de casa pelos vergonhosos 90 minutos (e alguns minutos de acréscimo) protagonizados pelos comandados de Zé Ricardo. Gol salvador veio dos pés de Matheus Sávio. Dormi pensando sobre assunto e sem comentar (cornetar) no twitter — que vale destacar, é uma das coisas mais saborosas da internet, mas não tinha como deixar passar batido. Classificação safada!

Questionar Rafael Vaz, Márcio Araújo e, eventualmente, Muralha, é bater em cachorro de rua com fome, ninguém espera qualidade. Mas olhar na lata de Arão e Réver, pilares do elenco e quase que intocáveis, e perceber que não existia o menor interesse em se praticar futebol é de cair o ‘orifício no final do intestino grosso’ da bunda. Pior, tudo isso respaldado pela morosidade do Zé Ricardo para modificar o time completamente dominado (repitam comigo, DO-MI-NA-DO) pelo Dragão.

Está certo que o Flamengo estava desfalcadão, mas era o Atlético-GO, não o San Lorenzo (putz, foi mal lembrar desse dia em que não se aprendeu absolutamente nada). Explodiu, e com razão, a maior torcida desorganizada do Brasil, a Fla-sofá. De ‘burro’ pra baixo.

Técnico Zé Ricardo. Foto: Divulgação / Flamengo

Não sou maluco de brigar com os números do Zé e com os bons resultados obtidos em 2016 — e início de 2017, foram apenas três derrotas nos últimos 7 meses (claro, derrotas na Libertadores têm peso maior). Mas será que ele aguenta esse Flamengo por mais quanto tempo? Gerir um elenco desse porte não é nada fácil, Zé começou do alto - de onde a queda é maior. A pressão aumenta na mesma medida em que atuações pífias como essa se sucedem, vejamos até quando.

Com diversas promessas de dias melhores, a expectativa do rubro-negro, aquele que TRANSPIRA Flamengo 25 horas por dia, é alimentada. E o que chega, títulos relevantes? nada! O que se vê dia após dia, quase que de forma escandalosa, é a DESCONSTRUÇÃO da alma Flamenga, construída com o suor daqueles que de fato amaram e lutaram por esse clube.

“a vencedora alma alma rubro-negra é esmagada pela falta de tato e incapacidade analítica, muito menos autocrítica. O Flamengo hoje é um desalmado, sem remorso nas tragédias, que vaga pelo vale da sombra da morte sem destino. É uma locomotiva vazia”, já diria eu.

Ressuscitem este corpo. Acordem. Raça, amor e paixão é ideal, não opção.