O fim de tudo
Rodrigo Teixeira
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Muito bonito, Rodrigo! Gostaria de fazer um breve adendo: depois de internalizada a certeza de que tudo passará — de que nada mudará com a nossa pífia existência, se apelarmos para o niilismo — podemos decidir não fazer mais nada, já que nada sobrará, ou fazer quantas coisas pudermos, enquanto o tique-taque da contagem regressiva vital não cessa, já que esta será, provavelmente, a única chance que teremos de fazê-las.

Dito isso, penso numa nuance entre os extremos: vasos por vasos, já que esses quebrarão nossas prateleiras de qualquer forma, que estejam preenchidos com experiências; assim, ao menos derramam algumas lembranças ao caírem no chão.

Parabéns pelo texto!