
A morte, surda, que caminha ao meu lado.
Aug 25, 2017 · 1 min read
Vestes negras e de superfície clara
Tão alva quanto o transparecer da alma
O que queres de mim? Se nada tenho para ti
Tu vens tão elegante, na noite cintilante.
Sou apenas um corpo, na ilusão do sonhar
Presa a matéria da realidade
Teu beijo amargo pode ate me libertar
Entretanto, usar-te como fuga, me faz covarde
Passos largos, pisar silencioso e apressado
Toque sutil, o veículo para o outro lado
O último olhar que o ser tem contato
E de repente, tudo torna-se vago.
