A gente já nasce morrendo

Como diz o poeta: "a gente mal nasce e já começa a morrer".

Já tem uns dias que esse pensamento está na minha cabeça. E depois de um tempo tentando relembrar e sentir tudo o que passei na minha existência até aqui, somando o fato que a morte é a única certeza absoluta e concreta que temos na vida, eu me dei conta que a gente passa o tempo todo se distraindo da idéia que somos finitos.

Ou seja, quando acordamos de manhã pra ir à padaria buscar aquele pão quente e fresco a fim de saborear aquela margarina derretida e deliciosa, estamos nos distraindo do fato que nesse dia também morreremos um pouco mais.

Ou quando saímos para um happy hour com os amigos depois daquele dia ou daquela semana absolutamente destruidora de trabalho, compromissos e pressa, estamos nos diatraindo do fato que aquela semana morremos um pouco mais, também.

Vivemos para nos distrair de um fato imutável: que iremos todos morrer.

Ok, você vai me dizer que isso não faz sentido. Mas pensa um pouco: quantas vezes você já ouviu de parentes e amigos, ou viu na TV e na Internet que uma pessoa simplesmente tropeçou, caiu, bateu a cabeça e morreu no caminho para a feira?

Não dá pra viver tentando imaginar quando será o dia que morreremos. Isso é triste e não é recomendado. A não ser que você seja hipocondríaco a ponto de querer tomar remédios para algo inevitável.

Pensar que partiremos não é a idéia mais agradável de todas. Pelo menos, não pra mim. Dessa forma limitaríamos a nossa jornada em nos preocupar com a data de chegada de nossa partida sem ao menos darmos início a ela.

Não é saudável! Ou é?

E então, o que você tem feito pra se distrair?

#obrigadao

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