Editorial

OCUPAÇÃO

A tática das ocupações voltou com força pela ação direta dos estudantes secundaristas. As ocupações têm desempenhado um papel chave na luta dos movimentos sociais no Brasil.

Nas ocupações de escolas e universidades por melhorias na educação, nas históricas ocupações de latifúndios improdutivos por acesso a terra e de prédios desocupados nos centros das cidades pelo direito à moradia, nas repartições públicas contra as políticas neoliberais que extinguem órgãos e programas importantes, nas fábricas, nas câmaras municipais e assembleias legislativas, nas estações de rádio e TV, nos parques públicos…

Nas escolas do Paraná e de São Paulo, no Parque Augusta, na Câmara Municipal de Porto Alegre, na Assembleia Legislativa de São Paulo, no Estelita, em Wall Street, no Minc, no SUS e na Funarte, na Praça Tahrir, nas rádios de Oaxaca, nas escolas da Argentina e do Chile.

As ocupações servem como métodos de resistência para tomada de um local ou estabelecimento no tensionamento contra um adversário específico por um determinado período de tempo. São exemplos de políticas prefigurativas, em que não há diferença entre o que se busca e a forma como se busca. As ocupações são meticulosamente executadas e não são manifestações desprovidas de planejamento.

Essa semana vamos compartilhar alguns conteúdos sobre o uso dessa tática de ação não violenta. Pra começar, uma playlist com as trilhas sonoras das ocupações das escolas: som na caixa, DJ.

Afinal, o que significa efetivamente ocupar? A quem pertence o espaço público? E por que continuaremos a ocupar?