O Que Podemos Aprender Com o Caso MixBin?
Comprar uma capa de celular pela estética pode ser vantajoso em primeiro momento, mas o que podemos fazer quando um produto aparentemente inofensivo se torna uma verdadeira arma química em nosso corpo?

Na última semana foram divulgados para a US Consumer Product Safety Commision (Comissão de Segurança de Produtos de Consumo nos Estados Unidos) cerca de 25 casos de queimadura química envolvendo produtos da empresa MixBin que desenvolve capas e acessórios para celulares. Segundo os relatos, as capas para celular que possuíam um líquido em sua superfície traseira vieram a vazar e, quando em contato com a pele, causaram queimaduras de primeiro grau e irritação na região, chegando inclusive a acarretar cicatrizes permanentes na pele de uma das vítimas.

Como Ocorreram os Acidentes?
Ao que tudo indica, as queimaduras ocorreram devido ao contato direto com o líquido transparente presente nas capas de celulares com glitter. Uma vez que o aparelho caia no chão ou sofria qualquer impacto mais forte, o plástico do case rompia e aos poucos o líquido vazava e entrava em contato com a pele do usuário, formando queimaduras e irritando a região.
Alguns casos, como o de Cassandra Diaz, foram mais graves pois ocorreram sem que os usuários estivessem cientes. Cassandra afirma que a queimadura ocorreu enquanto cochilava e somente ao acordar percebeu uma queimadura no braço. Quando viu o formato do machucado pode comparar com o formato de seu celular e viu que o contorno era o mesmo, foi então que Cassandra concluiu que ao deitar no aparelho pressionou o case forçando o líquido a sair.
Para quem trabalha o dia todo junto ao celular e, principalmente para aqueles que estão acostumados a levar o aparelho no bolso da calça ou nas mãos, o risco de queimaduras por contato direto se torna ainda maior.
Responsabilidade Empresarial e a Importância do Controle de Qualidade
Embora a MixBin tenha anunciado o recall de seus produtos, não foi divulgada a composição do líquido utilizado nas capas de celulares. Também não foi divulgada nenhuma informação sobre as vítimas, o que deixa em aberto o questionamento acerca de qual grupo consumidor foi mais afetado com tal situação.

Analisando por um viés crítico e realista, a MixBin não oferecia um risco apenas à pele humana, mas por se tratar de uma capa de celular chamativa e brilhante, trazia risco principalmente para o grupo infantil que entrava em contato com o produto por terceiros, uma vez que crianças não possuem discernimento do que pode ser ingerido ou não, além do brilho do glitter se tornar um grande atrativo.
Há quem suporte a tese de que o case não causaria nenhum dano quando em perfeito estado e, ao romper, deveria ser descartado e substituído por um novo acessório. No entanto, por se tratar de um produto transparente e de um líquido igualmente incolor, não podemos afirmar que a identificação do problema ocorreria nos primeiros instantes, mas que possivelmente levaria tempo e atenção para que o defeito fosse realmente notado.
Cabe à empresa responsabilizar-se tanto pela fragilidade quanto pela composição de seu produto.
O controle de qualidade, conhecido no Brasil como Inmetro, funciona como forma de fiscalização de tais falhas na produção. Nenhum produto que está em contato direto com o rosto deve conter compostos altamente tóxicos, assim como brinquedos infantis apenas recebem o certificado quando atendem todos os requisitos de segurança. Esse controle, embora rígido, é a principal segurança do consumidor, evitando que mais marcas como a MixBin se consolidem no mercado.

A EagleTech Z busca ser extremamente clara com seu público com relação à produção de cases por compreender a importância de tal conhecimento. Preocupar-se com o consumidor não é apenas observar números e fechar negócios com grandes nomes da moda, mas sim ter ciência da responsabilidade que carrega ao oferecer um produto tão comum e ao mesmo tempo tão íntimo quanto uma capa de celular.
Toda empresa deve se responsabilizar pela qualidade e pela segurança do produto que oferece.
Estética ou Proteção?
Por fim, vale conversar com o consumidor diretamente sobre o MixBin para ressaltar a importância de adquirir um produto que realmente atenda às necessidades e que proporcione segurança e confiança durante a aquisição. Muitas pessoas escolhem a capa de celular por ser bela, moderna e por brilhar mais que outras capas, no entanto, ao colocar a estética em primeiro lugar necessariamente o consumidor está abrindo mão da proteção, tanto do aparelho quando dele próprio

Antes de adquirir um novo modelo de case, recomendamos uma abordagem racional sobre proteção de aparelho e qualidade de produto “O quanto de proteção eu preciso?”, “Qual material melhor se ajusta ao meu dia a dia?”, “Leveza ou proteção reforçada?”, para somente então partir para os pontos estéticos do case como cores e desenhos. Pensar desse modo não irá descartar capas de celulares bonitas, tampouco irá restringir o leque de opções, apenas irá retirar capas de má qualidade ou que oferecem qualquer tipo de risco à saúde da lista antes mesmo que você comece a escolher.
