O que é preciso para envolver mulheres nas criptos?

Atualmente mulheres são apenas 5–7% dos usuários de criptomoedas. Com muitos dizendo que as criptomoedas são uma das melhores oportunidades para criação de riqueza no futuro próximo, por que as mulheres não estão se envolvendo e como podemos resolver isso? A tecnologia já teve problemas notáveis com a porcentagem de gêneros, mas esse desequilíbrio é o pior até agora.

O Projeto Divi é um token que vai lançar seu ICO em breve e está focando em usar seus recursos para resolver esse problema societal. Eles organizaram um painel com a co-fundadora do CoinTelegraph Toni Lane Casserly, a publicitária Heidi Krupp, e a empreendedora Kelsey Matheson. Como Matheson diz, “À medida que nossos papéis evoluem como mulheres nós temos uma responsabilidade de se envolver e reivindicar nosso espaço nessa revolução financeira mundial. Estou grata ao Projeto Divi por abrir meus olhos para que eu possa fazer exatamente isso.”

Essa divisão de gênero significa que no ano passado, enquanto o Bitcoin sozinho criou $85 bilhões em riqueza para os investidores durante 2017, os homens lucraram mais de $80 bilhões e as mulheres se tornaram apenas $5 bilhões mais ricas. Precisamos endereçar os problemas societais que levam a essa divisão se quisermos a verdadeira igualdade de gênero nesse amplo cenário de negócios.

Percepção pública

Um dos obstáculos iniciais que precisa ser enfrentado na luta por igualdade de gênero nas criptos é a percepção pública. Criptomoedas encontram suas origens entre os primeiros programadores e cresceram em popularidade dentro de fóruns como 4chan e Reddit, e todos eles têm audiências primariamente masculinas. Dessa forma, criptomoedas sofreram com uma imagem e marca que não promovem igualdade de gênero.

Com tempo, familiaridade e compreensão o suficiente, um apelo de mercado em massa para as criptomoedas deve ser atingido e o preconceito de gênero deve ser eliminado, mas até lá construir consciência e conhecimento das plataformas é crucial. Como os programadores tem o melhor entendimento dos riscos envolvidos com criptomoedas e são uma audiência predominantemente masculina, isso significa que essa consciência está dirigindo grande parte do desequilíbrio atualmente. A medida que a sociedade em massa se torna mais informada, a percepção pública vai mudar.

Empoderamento de gênero

Eventos como esse criado pelo Projeto Divi são exemplos excelentes do que pode ser feito tanto para trazer atenção para as mulheres na cripto-indústria quanto para sustentar um diálogo sobre envolver mulheres nessa indústria. Além disso, estão compilando um painel das principais executivas e donas de empresas de tecnologia visando adotar as melhores práticas para um ecossistema de negócios mais atraente para mulheres. Em outras partes do mundo da tecnologia, iniciativas como “Garotas Que Programam” andam tendo um impacto enorme ao reduzir o preconceito de gênero e removendo estereótipos implícitos.

Campanhas futuras devem trabalhar com o ensino de jovens garotas em escolas sobre tecnologia blockchain e as oportunidades dentro das criptomoedas. Devido à severidade da divisão de gênero, nós precisamos de um empoderamento ativo das mulheres no espaço das criptomoedas. Temos esperança de que com esse empoderamento, quaisquer barreiras sociais que estejam fazendo as mulheres se absterem de entrar nas criptomoedas serão eliminadas.

Aplicações de fácil utilização

Para verdadeiramente se distanciar da base de clientes “homens interessados por tecnologia” e em direção a uma audiência mais diversa, criptomoedas devem prover um valor mais universal para o dia-a-dia. Isto é, com o lançamento de interfaces e aplicações mais fáceis de usar pelos consumidores, criptomoedas podem encontrar um lugar na vida das pessoas.

O Projeto Divi está trabalhando para desenvolver uma carteira inteligente totalmente voltada para o consumidor como forma de tornar transações casuais de criptomoedas mais viáveis. Observar redes como o Facebook, eBay, e Venmo crescerem, rapidamente revela que as redes começam com uma audiência central de pioneiros e gradualmente vai criando pontes para o mercado de massa com o lançamento de funcionalidades mais universais. Criptomoedas estão nesse momento de transição pivotal que, se operado corretamente, deve significar uma expansão de diversidade.

Reforçando a alfabetização financeira

Qualquer clube de finanças ou grupo de investimento vai rapidamente revelar o fato de que homens têm mais chances se tornarem investidores ativos do que mulheres. Mais ainda, pessoas jovens como uma demografia sofrem para desenvolver seu conhecimento financeiro. Isso significa que mulheres jovens têm as menores chances de priorizar os investimentos e ativamente gerenciar seu dinheiro.

Como investir têm sido a maior ferramenta de geração de riquezas das últimas décadas, é crucial que as mulheres sejam jogadoras iguais nesse sistema. Uma falta de alfabetização financeira e ausência de empoderamento social para investir está levando as mulheres a perderem oportunidades, tais como as criptomoedas. A única maneira de corrigir isso é incluir essa alfabetização financeira e treinamento em investimentos nos programas de educação, para que jovens de ambos os gêneros sejam mais capazes de avançar suas posições financeiras.

De uma ponta a outra da sociedade existe uma variedade de exemplos de discriminação de gênero, preconceitos implícitos, e barreiras de entrada para ambos os gêneros. Nenhum desses problemas pode ser solucionado rapidamente, mas tomar conhecimento de suas existências, discutir a situação, e atuar energicamente para resolver são as melhores maneiras de garantir que as gerações futuras não vivenciem tanta adversidade.