Mulheres negras mudam a sociedade

A luta contra o racismo é datada, mas os avanços que humanidade alcançou graças as populações de África se perdem na história!

Muro de Benin era 4 vezes maior que a Muralha da China

A humanidade nasceu em África, no entanto, todos os avanços elaborados foram apagados para justificar a exploração, o genocídio da população negra em nome do lucro interminável de poucos capitalistas brancos sedentos em conquistar o mundo. Não é difícil comprovar que África foi o berço dos seres humanos, basta apenas uma pergunta.

Você sabia que a primeira pessoa médica da História da Humanidade foi uma mulher, ou melhor, uma mulher negra? Adivinha de onde ela veio? Do Egito, um país que a todo custo tentam deslocar do continente Africano.
Seu nome era Merit Ptah, ela foi a primeira médica registrada no mundo. Uma médica em plena a idade de Bronze, por volta 2700 a.C. Conseguimos preservar sua história graças a uma imagem que a descreve como a “Médica-Chefe” cravada em uma tumba na necrópole próxima a pirâmide de Saqqra.

A segunda pergunta deveria estar vindo de você, do tipo, é só a medicina que começou em África? Por que nunca ouvi falar de Ptah?

A medicina foi apenas um dos avanços realizados pelos povos de África, a ciência e a tecnologia tem se desenvolvido no continente desde os primórdios da história humana, como as primeiras evidências de uso de ferramentas pelos hominídeos. Encontrávamos em Alexandria a maior biblioteca do mundo antigo, tínhamos a primeira universidade em Marrocos fundada pela princesa Fatima al-Fihri. Foi no continente Africano que primeiro desenvolvemos a astronomia, a matemática, onde foi construído as paredes da cidade de Benin que ao todo são quatro vezes maiores do que a Grande Muralha da China!

Ao voltarmos nossos olhos para todo o desenvolvimento que as populações africanas proporcionaram a humanidade parece que estamos diante de um livro dos recordes nunca antes visto. Um deslumbramento que nos leva a segunda pergunta, então por que não nos é ensinado nada disso?
Eis que chegamos a raiz do atual racismo. Toda a nossa história, os feitos realizados pelas rainhas, princesas e mulheres africanas foram apagados para auxiliar na formulação de um discurso que fortalecesse e apaziguasse a consciência dos brancos em explorar até a morte outros seres humanos, que apenas se diferenciavam pela cor de suas peles, justificando a expansão capitalista nos continentes americanos.

A humanidade não aceitaria a exploração e morte de outras pessoas se os poderosos não tivessem utilizado a biologia, medicina, política para justificar todo o massacre. Não é à toa que historicamente tivemos pessoas brancas lutando contra o racismo. Sendo assim, para sustentar o capitalismo era preciso desqualificar a qualidade de humanos de uma parcela da humanidade, as pessoas negras. Porém, o controle não se fazia apenas contra as populações negras, até mesmo dentro da sociedade ocidental e branca uma parcela da população também era desqualificada como seres frágeis e passíveis de terem suas vidas dominadas pelos os outros, as mulheres. 
Se por um lado temos as teorias racistas que justificam a desumanização das pessoas negras, por outro temos o sexismo que inferioriza as mulheres. Sua somatória consolida a base da pirâmide que sustenta com seu suor e sangue a estrutura capitalista, as mulheres negras.

Somos nós que não somos consideradas humanas, o perto que chegam de nos humanizar é sempre nos hiper-sexualizando, as que devem cuidar de suas casas e famílias assim como das casas e família das mulheres brancas, as que vem a aposentadoria tornar-se ainda mais impossível, as que ocupam os piores postos de trabalho, as que mais morrem em partos e abortos. Atualmente nossas vidas valem menos que um vale-gás.

Somos nós que sustentamos nossas famílias e a dos outros, nossas ancestrais inventaram a medicina, a primeira universidade do mundo, somos nós que estamos na linha de frente para defender nossos filhos da política genocida tida como “anti-drogas”. Pelo acumulo de ataques que sofremos deveríamos ter sido extirpadas do globo, mas nem Temer, nem Trump, nem ninguém nos destruiu por completo. Lutamos diariamente por nossas vidas e quando nos movimentamos criamos maravilhas que a humanidade nunca viu antes. Eis chegada a hora das mulheres negras, aos nos organizarmos e nos movimentarmos a esperança pode retornar, pois quando uma mulher negra avança ninguém retrocede.