
Carta do relacionar-se consciente.
Relacionar-se, esta grande química que intriga e amarra corações.
Eu aprendo todos os dias a me relacionar, sinto que existe um ensinamento constante e que por mais que eu busque a fórmula perfeita, nunca terei chegado ao ponto alto.
Cada pessoa a sua maneira, com sua história, com suas manias, traz pequenos traços de personalidade misturados a medos vividos, que tramam a nossa tentativa de comunicação e construção de laços.
Eu assumo, nunca olhei para o outro com muita compaixão, eu acho. Pois não havia passado pela minha cabeça que ele tinha dores e amores, que tinha vivências, construções, culpas. Eu olhava para meu umbigo.
Sempre com a desculpa de não ser compreendida, levei e ainda levo (por estar em constante aprendizado) a ruptura de muitas relações por medo de me entregar ao não saber.
Ao não saber lidar, ao não saber corresponder, ao não saber se está certo, ao não saber o que o outro pensa, a uma eternidade de não entendimentos aos sentimentos e sentidos vindos do externo.
Hoje busco a empatia, busco não julgar tanto, não menosprezar, não diminuir a caminhada individual. E tento, com cuidado, acolher o que me é direcionado separando o que me pertence ao que deve apenas ser recebido e devolvido.
Esta engenhosidade de capturar sorrisos de canto de boca, sentir a vibração não dita, e observar, observar muito antes de agir, me dá uma mísera noção de que estou no caminho certo.
Venho aprendendo a grande felicidade de construir relações verdadeiras, duradouras e felizes a partir da vulnerabilidade, do acolhimento e da comunicação genuína.
Eee comunicação esta tão sagrada que estava sendo mau utilizada e mau aproveitada por tanto, tanto tempo.
Desejo relações autênticas, corajosas e abertas, desejo vibrar a cada encontro sem medo do que virá, desejo construir com cuidado e sabedoria, sabendo não saber, apenas confiando na certeza de que tenho somente hoje para aproveitar.