Eu sou o meu melhor case.
O Início.
Durante a gestação da minha filha algo grandioso aconteceu, eu despertei. Despertei da vida que estava levando de forma inconsciente e inconsequente, despertei das verdades que me contaram, despertei das amizades que nada agregavam e comecei minha busca. Onde só eu iria encontrar a essência verdadeira, a minha criança, a minha verdade, o meu propósito, as minhas alegrias, os meus gostos e desgostos.
Parecia que tudo estava infectado onde eu não sabia mais o que me pertencia e o que tinha sido inserido goela abaixo para me adaptar, ser reconhecida, ser amada ou qualquer coisa deste gênero.
Eu olhava no espelho e não me via. E ainda por cima estava gerando alguém que seria completamente dependente.
Como alguém que eu não conhecia poderia ser dependente de uma desconhecida?
Como que eu tinha chegado aquele ponto de precisar estar grávida para querer ser alguém melhor ?
A gravidez foi um grande susto, o seu percurso uma grande dor que me levou a caminhos desconhecidos onde encontrei a fragilidade e força de mãos dadas, encontrei o preconceito nítido, tanto meu quanto de outrora, fui acolhida e rejeitada, e no meio de tanto destempero e amor nasceu a minha criação maior. Olívia.
E junto dela a Casa de Passarinho, minha primeira empresa.
Meio torta, meio as pressas, sem formato. Como se eu precisasse encontrar um novo rumo para a minha vida que fosse mais livre, que tivesse haver comigo, que eu fizesse todas as escolhas.
Claro que não foi bem assim, até eu decidir o que eu queria fazer foi uma grande dificuldade, então invés de esperar minha real inspiração continuei executando o meu trabalho de 10 anos, só que para micro empresas. Do jeito e quando eu quisesse. Isso foi um grande passo.
Então com 2 anos de vida, altos e baixos constantes, resolvi parar.
Parei para olhar minha vida, minhas escolhas, como estava criando a minha filha, o que estava entregando para as pessoas, quais foram os caminhos trilhados e o que eu gostaria de fazer daqui em diante. Só que quando parei para observar surgiu um enorme vazio.
De não saber mais o que quer, de um grande medo de arriscar como se não houvesse volta de qualquer decisão em diante.
Mas ao mesmo tempo descobri que dentro deste grande vazio eu estou realmente presente. Neste imenso, mágico, imaginário mundo de Elisa habita um espírito incrível que sempre soube e sempre saberá o que fazer. Não existem dúvidas, não existem escolhas, simplesmente existe o SER único e completo que ama a tudo e a todos, que se respeita e enxerga além.
Estou neste exato momento me reencontrado com essa “luz” que sou eu mesma, estamos na fase de namoro onde nem tudo tá bom mas está tudo bem. Nos reconhecendo devagar, escondendo algumas partes para não assustar de primeira mas nos permitindo dia após dia estarmos cada vez mais próximas.
Não há volta. Quanto mais eu me reconheço mais me surpreendo, descubro capacidades e fragilidades, qualidades e defeitos, porém encontro mais e mais amor. Amor próprio, amor que não vem de fora, amor que brota a cada momento de conexão e a cada reconhecimento real da minha intenção nesta vida.
Assumir cada parte que me pertence, cada inconstância, cada carência, cada ato de coragem, cada abraço sincero, cada intenção bem direcionada me engrandece e me faz entender o verdeiro fluir da vida.
Quando expresso, me coloco á frente de julgamentos e julgadores deixando minha energia conectar com quem deve e espalho por aí um pouco da minha essência.
O Universo retribui na mesma proporção. Eu tenho certeza disso.