O seu texto relatou exatamente às mesmas angústias que têm me perseguido nos últimos tempos.
Eu tenho um irmãozinho de oito anos, que assim como seu primo, quase não pára pra assistir televisão; seu tempo livre é, na maioria do tempo, ocupado pelo YouTube.
E eu me encontro num dilema sempre que paro pra pensar nesse assunto. Sou uma jovem de 19 anos, logo, consumidora em potencial das novas mídias digitais em todas as suas formas. Sei que grande parte do conhecimento que surge nos dias de hoje se propaga por aqui e não temos mais como fugir disso, os tempos mudaram e agora precisamos reconhecer a internet como influência principal.
E eu também sei que, para as gerações que vêm depois de mim, isso se tornou muito comum desde muito cedo, e, mais uma vez, não há mais como fugir disso.
Mas eu não consigo me acostumar com essa ideia justamente porque TODOS os tipos de conteúdos (construtivos ou não) tem o acesso ridiculamente fácil. E não podemos subestimar uma geração que aprende a digitar antes de escrever. As formas de reivindicações são pouco palpáveis: minha mãe não pode privá-lo de acessar o computador, tampouco monitorá-lo todo o tempo em que estiver nas redes.
Se onda já é grande e avassaladora demais pra nós, que nos consideramos crescidinhos, imagina para os pequenos.
(Desculpe, foi só um desabafo hahahah)
