Não tem a menor graça
Besteira qualquer
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Besteira Qualquer, eu discordo de você.

1 — É muita presunção sua querer dizer o que é ou não engraçado. A graça não é um conceito em que podemos traçar uma linha e dizer: “Daqui pra lá estão as coisas que tem graça. Pra trás dessa linha, as coisas não são engraçadas”. O humor é uma abstração individual. Existem pessoas que fazem e riem de piadas do holocausto. Pra elas tem graça.

2- Você diz que “a mente pequena precisa ridicularizar aquilo com o que não se sente à vontade”. Na verdade rir, e o humor em si, é uma ferramenta humana para lidar com aquilo que desconhece. Seja uma tartaruga em cima de um poste, seja o estranhamento por ver japoneses se curvando: quem não conhece uma situação, quem não é HABITUADO ao que vê, vai rir. É a tendência. É nosso instinto. Rir de coisas absurdas ao nosso cotidiano faz parte da natureza humana.

3- Os filmes são obras de ficção. São atores. Sei que as duas histórias que você se embasou para escrever seu texto são reais. Mas nenhuma das imagens mostrada na tela é real. Há quem ria daqueles filmes “gore”, com tripas por todos os lados. Eu rio com sexta-feira 13. Concordo com você que os assuntos são seríssimos, o preconceito e intolerância realmente existem. Mas a risada pode ser o 1º passo para a reflexão, porque um não nega o outro.

“Primeiro estranhas, depois entranhas”, já dizia um português.

Enfim, pessoas podem ser ignorantes e intolerantes. Mas a culpa não é do humor, nem das risadas. Você pode achar as cenas chocantes, brutais, horríveis. É direito seu. Mas quem não conviveu com aquilo achará engraçado. Não culpe os bem-humorados. É só a natureza deles.

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