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Você sabe por que pega no celular antes de levantar da cama?

O documentário “O Dilema das Redes” lançado pela Netflix semana passada parece que tem causado efeito. Tem gerado debate e reflexão.

Quem não sabe do que se trata, sugiro o artigo publicado pelo Wagner Brenner no UpdateOrDie. Ele abordou muito bem a proposta do documentário. Desta vez eu não quero fazer aqui um review, mas explorar alguns aspectos e propor outras reflexões.

Dificilmente ele alcançará o sucesso de Black Mirror, mas seu valor é similar: será tema de muito bate papo por aí e vai ajudar a grande massa a desenvolver um olhar crítico em relação à estrutura das redes sociais. …


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Chegou a minha vez. Vi tantos outros no Zoom, comemorando a distância, num esforço em manter laços ofuscados pelo isolamento social. Agora é a minha vez.

Todo ano me permito usar o mês de aniversário para uma grande reflexão. Avalio conquistas e decepções. Desenho planos a partir das conclusões e aproveito claro, para comemorar mais um ano. Porém desta vez, está sendo um pouco diferente.

O aniversário em meio a pandemia é um não-aniversário.

O não-aniversário é aquele que não foi vivido plenamente pois nos sentimos incapazes de comemorar. Há um certo remorso por celebrar a vida em meio a tantas mortes. E a melhor forma de negar esse medo da morte é mergulhando no home office. …


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A XP investimentos fez um post bastante agressivo que ganhou repercussão e dá margem para uma boa discussão não só no mercado financeiro mas também entre profissionais de comunicação. Lembra bastante as ações de comunicação que acontecem com mais frequência nos Estados Unidos em que as marcas têm mais liberdade de citar seus concorrentes. Aqui no Brasil há restrições em relação a essa forma de abordagem.

O post convida correntistas do Itaú a realizarem uma TED de qualquer valor para a XP Investimentos. Quem fizer e publicar o comprovante no Instagram pode ganhar um colete da XP e a empresa ainda se compromete a doar um cobertor através de suas ONGs parceiras. …


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Provavelmente o incentivo à mudança de hábito, promovendo novas formas de mobilidade urbana.

Suspenso desde agosto de 2019, a ciclofaixa em São Paulo está prevista para voltar a funcionar aos domingos e feriados, a partir de 19 de julho, desta vez patrocinada pela Uber. O retorno em si depende claro, da contenção da crise de saúde.

Uber é conhecida principalmente pela sua plataforma de mobilidade de passageiros por carros particulares, mas vem ampliando suas soluções de mobilidade urbana com serviços como o Uber Eats e recentemente os patinetes.

Patrocinar a ciclofaixa em São Paulo é possivelmente, uma estratégia para incentivar o morador da cidade a repensar seus hábitos de locomoção. O carro particular já não é mais um objeto de desejo dos jovens e cada vez mais, ele é colocado como um item que mais gera despesas do que benefícios. Para quê pagar combustível, estacionamento, revisões e impostos anuais quando se tem tantas soluções de mobilidade numa cidade como São Paulo? …


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No dia 26 de Março, em plena pandemia da covid-19 e isolamento social, Magazine Luiza publicou um post que gerou bastante repercussão. Num primeiro momento, muitos elogios e compartilhamentos por conta da iniciativa: ajudar mulheres a fazerem denúncia de violência doméstica. Mas depois muitas críticas pela solução adotada: o botão de denúncia era um redirecionamento para uma chamada de voz, recurso ineficaz se a proposta é disfarçar o ato da denúncia.

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Antes de continuar, é importante uma contextualização histórica: o envolvimento da empresa com questões relacionadas à violência da mulher já tem algum tempo. Motivada por casos ocorridos com funcionárias, Magazine Luiza lançou em 2019 a campanha #EuMetoAColherSim. A proposta era divulgar o número de telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher (serviço do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos). …


O que muda no comportamento social e de consumo com a COVID-19.

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Crédito: Vinson Tan — Pixabay.

Não sou um entusiasta do COVID-19, daqueles que acreditam na evolução humana pós coronavírus. Não iremos evoluir para algo melhor. Não somos pokémon.

A intolerância não dará lugar à empatia. A crise econômica que virá deve deixar isso evidente e será um contrapeso determinante nas relações humanas que envolvem o interesse coletivo e o individual.

Ainda assim, de certo poderemos notar mudanças de comportamento, em particular, o comportamento de consumo. Consequência tanto da crise de saúde, como da crise econômica. Vou apontar aquilo que já é possível vislumbrar:

  • A liberação do isolamento social e a reabertura do comércio deve tornar visível o anseio pelo consumo reprimido, especialmente das atividades de lazer e entretenimento, incluindo os restaurantes, bares, cinema etc. O lazer a céu aberto e o ecoturismo devem ganhar evidência. Os lugares instangramáveis serão ainda mais atraentes se forem ao ar livre. …


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Imagem: Mohamed Hassan — Pixabay.

De tudo que já li sobre o mundo pós covid-19, aquilo que me parece mais realista e visível na fala de diferentes autores é a preocupação em relação à mudança de visão do indivíduo ocidental em relação à privacidade de dados.
Na China a noção de privacidade é outra. Lá o governo tem acesso a praticamente qualquer rastro digital do cidadão. Você ganha pontos quanto mais dados autorizar acesso. Foi a partir desses dados que o governo conseguiu monitorar o avanço do vírus. Essa foi uma das ferramentas para solucionar a crise de saúde.

Por aqui também estamos usando dados para combater ou ao menos rastrear o avanço da pandemia. Com mais ou menos restrições de privacidade, cada país, cada governo, cada prefeito utiliza os dados que tem acesso. Para o indivíduo comum fica aquela impressão de que permitir acesso ao seus rastros digitais passa a ser uma questão de manutenção da sua saúde. Em tempo de crise, isso pode mesmo ser verdade, mas e depois? Me parece que estamos à beira de ver o crescimento de um ambiente de pós panóptico e de algo que chamo de panóptico social. …


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Já não vivemos mais a era dourada da televisão, ainda assim, o intervalo comercial do Super Bowl continua sendo um dos momentos mais celebrados da publicidade. Lugar em que é possível identificar tendências e assistir filmes publicitários que ao longo do ano acabam ganhando prêmios, como foi o caso da Microsoft em 2019 que levou o GP de Brand Experience and Activation no Festival de Cannes Lions.

Como disse ano passado, algumas tendências estão se repetindo a cada ano, o que mostra que já se solidificaram. Essa constatação é importante, pois quando digo que ainda se sustentam como tendência, é porque possuem força para influenciar a estratégia de comunicação de outras marcas ao longo do tempo. …


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Crédito: Imagem de natureaddict por Pixabay.

Estabelecer vínculos é a chave desse momento particular da sociedade. Já estamos todos conectados. Falta-nos apenas construir vínculos fortes.

Seja no discurso do marketing — do relacionamento entre marcas e seus consumidores — na psicologia — sobre os relacionamentos entre as pessoas ou na psiquiatra, em relação à crise de saúde mental que vivemos.

Me parece que uma palavra-chave que envolve todas essa conversas, é a necessidade urgente de estabelecimento de vínculos.

Marcas querem soar mais verdadeiras e encontrar seu propósito. Indivíduos buscam também um propósito. Estabelecer vínculos sinceros e saudáveis com o outro é o caminho para encontrar esse propósito.

Para estabelecer vínculos, hoje temos como recurso as redes sociais. Elas de fato, podem ser boas ferramentas para aproximar as duas partes mas é essencial ter sempre ciência de que se trata de uma relação mediada.

Haverá sempre que se considerar as especificidades dessa ferramenta pois ela vai invariavelmente, influenciar nesse vínculo que será criado. Em geral, ela torna superficial e fugaz o laço estabelecido.

Chamamos de amigos, mas são meros conhecidos. Porém por conta da conversa online ser contínua e infinita, cria-se uma impressão de intimidade. …


Vale mais um cargo pomposo do que uma interferência significativa na empresa? Claro que não.

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Imagem: Divulgação

A notícia foi anunciada pela imprensa e desde então gerou repercussão sobre a sua eficácia e como isso impacta o consumidor. Pediram minha opinião e por isso, trouxe esse texto.

Não quero desmerecer ou ofender os envolvidos nessa estratégia de marketing (ou apenas de comunicação?) pois provavelmente tenho amigos e conhecidos que participaram dela (apesar de não saber quem são os idealizadores).

Minha intenção é colaborar com alguns insights oriundos de diferentes referências. Da semiótica aos estudos sobre mídia, comunicação e comportamento de consumo.

#1 — A líder de área e seu crachá

Ao anunciar um cargo como “head” de determinada área e trazer a foto da Anitta com um crachá, esse composto TEXTO+IMAGEM, apesar de ser claramente metafórico, faz analogia a alguém que vai efetivamente “bater cartão” e trabalhar no dia a dia da empresa. …

About

Eric Messa

Comunicação e Cultura Digital | Publicidade e Marketing. Coordenador do Núcleo de Inovação em Mídia Digital da FAAP. Nas outras redes: linktr.ee/ericmessa

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