Hello stranger

Sentada com o meu cigarro, 
Procurando algum cara. 
Qualquer um que me 
Esquente no final da noite. 
Quantos copos até que sua imagem se torne 
Um vulto qualquer, sem sentido? 
Quantos copos até que qualquer beijo se torne o seu? 
Encontro você em outros cheiros, 
Outras mãos, 
Outras posições. 
Tanto faz quem é o da vez, 
Todos são iguais, 
Personagens que transformo em você.

Estou deitada, 
Nua na cama de outro homem. 
Um estranho prazer pela dor de nada ser familiar. 
Me obrigo a respirar cada minuto daquele lugar, 
Como se quisesse me punir.
O procuro mais uma vez, 
De olhos fechados, 
Passeando meus dedos sobre seu corpo. 
Ele está pronto e me puxa pela cintura, 
É você que me toca. 
Ele está entre as minhas pernas, 
Espero que você me consuma.

Tudo me lembra você. 
Vou embora sem me despedir, 
Sigo o roteiro clichê. 
Aquela velha sensação retorna. 
Quantas noites serão assim? 
Quantos caras vão dormir em mim? 
Quero me consumir, 
Até não restar mais nada de você.

Queria dizer que foi a última vez,
Mas eu sou insaciável. 
Não canso dessa pequena morte, 
Dessa busca por qualquer coisa 
Que pareça com você. 
Amanhã vou buscar outro personagem, 
Vou mentir mais uma vez, 
Colocar aquele sorriso que gosta.

Você se assustaria se me visse na cama 
Com outro…
Quase parece verdade.

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