Desastre temporal

Pisando em pontas,
Já perdi as contas
De quantos ovos quebrei.

O tempo passa
Como os ventos que cortam
Sua carne levando a sua vida.

Já não sei mais,
Desde quando isso acontece.
Já não sei mais,
O que me enriquece, aquece ou tece o final.

Tudo confuso
No furacão de seu relógio.
Gira parado,
Passa varado,
Te torna escravo
Do momento.

Esse compasso,
Que como um laço
Nos faz perder o ar no final.

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