Primeiro artigo da série Design Growth na Prática

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sujanpatel.com

Este será o primeiro de uma série de posts que irei fazer sobre Design aplicado em um time de Growth. Então vamos começar explicando um pouco sobre os conceitos de PLG e como Design se encaixa nesse conceito.

Product-led Growth é assunto de artigos muito bons e com bastante profundidade como: O que é Product-Led Growth ou até mesmo esse What Is Product-Led Growth & Why It’s Taking Off?, da Product Led Institute, referência no tema. Mas vou tentar desmistificar esse termo de forma muito rápida.

Há alguns anos, a forma como algumas empresas fazem a aquisição de clientes e como esses clientes realizam suas compra mudou. No formato tradicional o trabalho de Marketing era fazer o trabalho de captar o Lead e qualificá-lo até identificar que ele “pode estar pronto” para a compra, e isso é o que chamamos de MQL (Marketing Qualified Lead). …


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Trabalho com produto há um bom tempo, lembro que o Twitter foi lançado e eu achava aquilo incrível e viciante. Gerenciava meus projetos com Basecamp. Naquela época eu nem pensava em assistir Netflix e usava Grooveshark para escutar música. Quanta revolução em termos que design já tivemos desde então, talvez a maior delas foi ver como os produtos tornaram-se cada vez mais naturais de se utilizar, com menos curva de aprendizado, mais self-service. O princípio dessa revolução é o que, em produto, chamamos de growth.

Nestes últimos anos entrei em um novo desafio aqui no RD Station: atuar em um time PLG (Product-led Growth). É fascinante como a prática de Design em PLG é de fato diferente de um time de produto que pensa em funcionalidade. A principal característica é a necessidade de dominar a estratégia da empresa, basicamente é pensar na solução com o cliente e o impacto no negócio com o mesmo peso. …


Em Maio de 2018 fui para São Francisco pela segunda vez. Incentivado pela Resultados Digitais, participei de um evento de design impressionante, o Awwwards Conference, e também visitei empresas como Google, Facebook, 99 Designs, Adobe e Airbnb, tudo na companhia do meu colega Josias Oliveira.

A RD tem esse programa de incentivo para enviar pessoas para lá, o objetivo é pesquisar e entender a evolução do mercado em todos os níveis, no nosso caso o assunto principal era design dentro do ambiente de produto.

Vou contar então um pouco do que vimos por lá e como foi essa experiência no berço da tecnologia. …


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Todos nós temos hábitos, alguns deles criamos de forma consciente, já outros só nos damos conta depois de um certo tempo. E assim como muitos hábitos são difíceis de se criar, eles podem também ser ainda mais custosos de se perder.

Por definição, hábito é:

“Tendência ou comportamento, geralmente inconsciente, que resulta da repetição frequente de certos atos; rotina; automatismo”.

Do livro O Poder do Hábito, Charles Duhigg diz que “todo hábito tem um gatilho disparador que o antecede e uma recompensa final.”


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Retenção é uma das principais preocupações de um produto Saas. Não adianta colocar cliente pra dentro do produto e não investir esforços para que ele utilize-o com frequência. Esse uso constante podemos chamar de hábito, instigar o usuário a estar em contato com o produto o maior tempo possível mas também trazendo sempre algo de valor para que chegue um momento que ele retorne por conta própria.

Em tese parece simples, mas colocar em prática pode ser bem desafiador. O framework mais conhecido em relação a formação de hábito em produto é chamado de Hooked. …


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Apesar de nunca ter aplicado antes já fazia um tempo que estudava e lia sobre o Design Sprint, framework criado pelo Google Ventures. Eu tentava entender como poderia utilizar em aqui dentro da Resultados Digitais, mas não tinha visto ainda como encaixar em algum projeto e ver ele rodando na prática.

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Cada tema da semana do Google Design Sprint

Vejo também que frameworks devem ser adaptados às necessidades de cada projeto. …


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Uma das coisas mais interessantes da vida são as histórias que criamos. Começar, viver o momento e saber a hora de encerrar uma jornada.

Foram 13 anos de Zee, passamos por altos e baixos diversas vezes, conheci muitas pessoas, fiz clientes que viraram amigos e amigos que me deram o prazer de realizar incríveis projetos. Sem nenhum arrependimento e com muito orgulho de tudo que foi feito, esse ciclo se encerra.

É legal lembrar quando começamos, enjambrados no quarto do Fabio, rindo mais que trabalhando, criando código no Dreamweaver e desenhando no Fireworks. …


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Uma prática que temos feito com frequência aqui na Resultados Digitais é envolver profissionais de diversas especialidades no processo de design. A premissa é que a diversidade de ideias e de visões do produto consigam trazer uma solução mais rica em todos os sentidos.

De modo geral, muitas vezes nós designers começamos a trabalhar numa solução com pouca profundidade do problema, quase nenhuma visão de negócio e, às vezes, sem ter certeza se aquela solução trará valor ou não para o usuário e para a empresa. É aí que dinâmicas multidisciplinares entram na história.

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O grande objetivo de reunir pessoas de outros times e outras áreas da empresa para discutir uma ideia é explorar conceitos e pontos de vistas diferentes para solucionar um mesmo problema. Com isso, pensamos diretamente no usuário e nos diversos momentos dele na jornada, ficando mais fácil identificar o que faz e o que não faz sentido, propondo assim a solução mais centrada possível no usuário. …


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Aqui no time de produto do RD Station temos uma estrutura semelhante ao modelo Spotify, com times especializados, onde cada time possui Devs, QA, PM e Designer. Cada designer atua em um time diferente, com mesas separadas e trabalhando em features distintas. Esse modelo ajudou a escalar os processos dentro de um ambiente de produto mas trouxe problemas de alinhamento — que começaram a afetar diretamente a consistência de UX do RD Station.

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Modelo Spotify de times autônomos

Além de não estarmos mais trabalhando com ideas compartilhadas, cada designer estava focado em seu time, sem contar com o olhar externo de outro profissional a na sua solução. …


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Iniciar um projeto de redesign de interface não é algo simples de priorizar em um ambiente de produto. Existem diversos motivos para isso, como: entender o valor do design na experiência do usuário; prioridades que estão geralmente relacionada a features; não haver um OKR explícito para lidar com mudanças de interface; assim por diante. Acabamos de lançar a primeira versão da nova interface do RD Station e, nesse texto, contarei como foi o processo, desde a ideia até o lançamento.

No início de 2016, começamos um projeto para identificar quais os principais problemas de experiência que nossos usuários estava encontrando (já contei isso com mais detalhes nesse post). …

About

Fabiano Meneghetti

Designer @ Resultados Digitais. http://fabiano.me

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