Não há véspera.

Este texto faz parte de um desafio que me propus, qual seja, fazer 30 textos em trita dias seguidos, abordando cada dia um tema.

DIA 16 / TEXTO 16


Se você puder imaginar uma mulher determinada, forte em suas convicções, mais corajosa que qualquer homem e tão louca, maluca e doida quanto; que adora se divertir, beber, fumar, fazer sexo (as vezes sem camisinha) e até brigar quando necessário e, mesmo assim, manter sua pose e seu charme feminino, então provavelmente você conhece a Rebeca.

Ela é assim. Não se importa com as opiniões dos outros. Leva sua vida da melhor forma possível, sempre perseguindo seus sonhos. É meio desleixada com algumas coisas, principalmente com sua saúde. Não gosta de fazer exercícios físicos e dorme menos do que deveria, pois está a todo instante com os amigos em algum bar bebendo, conversando e vivendo sua vida da forma como escolheu viver.

Rebeca já fez de tudo nessa vida. Já pulou de paraquedas, bungee jumping, fez alpinismo e rappel. Já caiu de moto (mais de uma vez), se esfolando inteira e até já bateu de frente com um carro (ela estava na contramão). Mas, mesmo com tantas aventuras e percalços que a vida lhe ofereceu, ela seguiu em frente, com bom humor e irreverência.

Mas, como nem sempre os loucos conhecem somente gente louca, Rebeca conheceu Lívia na época de faculdade. Alguém “normal” com quem ela se identificou à primeira vista e com quem mantém uma relação de amizade até hoje.

Lívia é como uma dessas meninas moças tímidas, inteligentes, metódicas, que não conseguem viver fora de giro igual Rebeca. Sempre foi muito regrada, organizada, preocupada com sua saúde e seu bem-estar. Caminha, corre vai à academia todos os dias e come somente comida natural. É uma pessoa muito segura, que não dá um passo sem planejar o seguinte e que, por isso, conquistou muitos dos seus objetivos.

Talvez, por serem tão opostas é que Lívia e Rebeca se gostam e vivem em harmonia nessa amizade que beira a irmandade, se não sanguínea, mas de coração.

Porém, hoje Rebeca está triste e chora copiosamente. Não está acreditando no que vê e não consegue encontrar qualquer sentido ou explicação para isso que se chama VIDA, porque ela está de frente para Lívia, que está ali, estática, pálida e fria, mas também linda, parecendo um anjo, sendo velada, porque a morte lhe alcançou de forma inesperada.


Tema: Os mistérios da vida


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