Shhhhh!

Este texto faz parte de um desafio que me propus, qual seja, fazer 30 textos em trita dias seguidos, abordando cada dia um tema.

DIA 11 / TEXTO 11


Os automóveis buzinam parados no semáforo. Alguém deixou o carro morrer, o que provocou a ira dos demais motoristas.

Na construção de um novo arranha-céu, o barulho de homens e máquinas trabalhando ecoam por toda a redondeza.

Os gritos dos feirantes anunciam os preços e os produtos frescos. Cada um grita mais que o outro, tentando abafar a concorrência.

Enquanto no centro da cidade o pastor faz sua pregação, gritando o mais alto que sua fé alcança, ficando constantemente sem respiração no final de cada frase.

Pelas ruas os jovens abandonam os fones de ouvidos e compartilham com os demais transeuntes sons mais variados possíveis e geralmente de qualidade duvidosa.

De tempos em tempos sirenes de ambulâncias ecoam pela cidade. São os cotidianos chamados de socorro desesperados que precisam ser atendidos. Quase que simultaneamente as sirenes dos policiais também marcam presença, no meio da corrida frenética para recompor a ordem pública.

Não vejo a hora de chegar em casa, desligar o celular, me desligar do mundo e escutar algo que não escuto a muito tempo: o silêncio.


Tema: Silêncio


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