O lado mais distante.

Uma das melhores viagens da minha vida foi quando revi meus pais e minha irmã, Ana Maria — a principal pessoa deste blog — em dezembro de 2015. Com certeza aqueles foram 10 dias maravilhosos. Minha irmã mexendo no celular (uma característica reconhecida por todos à primeira vista, sem exceção), querendo que eu assista a desenhos no Netflix com ela, deitando em cima de mim quando estava com preguiça, e acalorando meu coração um pouco a cada sorriso por motivos bestas ou mesmo até por nada — modo de dizer, afinal sempre tem um motivo para esboçar um sorriso, por mais simples que possa ser.

“Mas espera, você não mora com sua família? ” É, melhor colocar um pouco de contexto aqui. Com a anuência e o imenso suporte de minha família, da qual sou muito grato por tudo, me mudei em junho de 2013 de Ariquemes, Rondônia para Fortaleza, Ceará, pois havia passado em dois cursos superiores de Engenharia, e decidi por fazer Engenharia de Telecomunicações no IFCE, com o objetivo maior de expandir meus horizontes em relação à educação e tecnologia da informação.

Morar aqui realmente tem aberto meus horizontes de uma maneira inexplicável, mas sempre deixei bem claro que sabia que ia sentir enorme falta do meu pai, da minha mãe e da minha irmã por perto. E, sim, sinto saudades deles todos os dias. Não tem um dia que não deito na cama e penso em como a Ana está, no que ela aprendeu hoje, em como meu pai e minha mãe trabalham duro todos os dias para ajudar a sustentar nossa família e por tudo que passam diariamente: trânsito, pessoas intoleráveis, acasos do tempo, etc.

Eu e eu de cabelo maior. Ou ela e e ela de cabelo menor. A escolha é sua.

Creio que você já deve ter percebido em sua vida que cada pessoa faz falta de uma maneira diferente e única. Bom, quero contar um pouco de como sinto saudade da Ana. Sinto saudade de ver ela sair toda serelepe pela casa, feliz por qualquer motivo que seja, e de abrir aquele sorriso Colgate, de tão feliz que podia estar. Em como ela esbugalha os olhos e abre um sorrisão quando vê algo diferente e se interessa da forma mais efusiva possível. Em acalmá-la em dias de chuva. Em assistir desenhos infantis na TV ao lado dela. Em fazer as brincadeiras mais aleatórias possíveis ao redor da casa. Em disputar com ela quem passa as fases dos jogos no celular (e, sim, ela passa mais rápido do que eu). Em saber o que ela aprendeu naquele dia. Em tentar ensinar a ela os números de 0 a 10 em inglês. Em ouvir ela chamando o manão quando quer/precisa de alguma coisa. Enfim….

Essa é uma ínfima amostra do que realmente sinto falta. Eu seria incapaz de listar tudo do que sinto falta, e, mesmo conseguindo, daria uma lista quilométrica.

E agradeço de coração à Helen, que, além de criar e manter este blog, acompanha a Ana na escola e, graças a sua capacidade e a seu coração imenso, ajudou a desenvolver muitas das habilidades da Ana que ajudam ela a conviver em sociedade, e se tornou, de coração, a irmã mais velha da Ana. Também agradeço ela por compartilhar — de todas as maneiras possíveis: WhatsApp, Snapchat, o blog, Instagram, Facebook… — como tem sido esse desenvolvimento e a rotina que ela tem junto dela, permitindo que até o lado mais distante possa acompanhar de perto o saudável crescer da pessoa que esse lado mais ama. Cada publicação que vejo derrete um pouco meu coração, e me ajuda a manter a rotina que tenho aqui, pois sei onde olhar e com quem conversar quando preciso saber como a Ana está. Muito obrigado, Helen!

Este texto foi mais um apanhado geral do que sinto quando se trata da Ana. Pretendo continuar a escrever mais sobre e ajudar a Helen a manter o blog. Até o próximo texto. Tchau!

Irmã de peixe, peixinha é. :P

Originally published at 365diasanamaria.blogspot.com.br on March 16, 2016.

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