Eu não dirijo

Não, eu não tenho medo de dirigir. Não, eu não tenho uma CNH, ainda que sem uso, dentro da minha carteira. Não, eu não acho que eu deva saber dirigir para o caso de uma emergência, afinal eu nunca vou realizar o sonho da ambulância própria.

Ontem mais uma vez eu me vi respondendo, ou melhor justificando o fato de eu não dirigir.

Se eu dissesse que eu nunca me sentei atrás de um volante, seria mentira. Um ex, lá atrás em meu passado, achou que fosse sua missão de vida me ensinar a dirigir. Ele tentou umas duas ou três vezes, mas não era algo que eu realmente queria.

Não entendo, ou melhor até entendo: a velha questão do status, mas não aceito esta pressão social de ter que ter um carro ou pelo menos saber o que fazer com um.

Eu chego em todos os lugares que eu preciso, inclusive antes de muitas pessoas que vão andando atrás das ordens do waze para tentar chegar aos destinos.

Eu me viro completamente bem, moro em um lugar bastante acessível, do ponto de vista de transportes públicos e caótico para se andar de carro. E o mesmo se aplica ao meu trabalho. Mesmo que o que eu soubesse sobre o funcionamento de um carro fosse superior à girar a chave para ligar o som e o ar condicionado ou abrir as janelas, ainda assim eu continuaria optando pelo bom e velho Mercedes que passa lá em frente de casa, dizendo para onde vai e ainda leva outros amiguinhos.

“mas não dá para ir para todos os lugares de ônibus…” um mantra que me persegue. Dá, dá, até dá, afinal eu moro em São Paulo, mas nem sempre é conveniente, então para estas situações existe Mastercard (um viva aos aplicativos de transporte no celular!) e as caronas dos amigos, afinal todo mundo tem carro e sabe dirigir, menos eu =D

Não me preocupo com IPVA, estacionamento, seguro e ainda tem o bônus especial de nunca ser o motorista da rodada!

Só estou vendo vantagens…

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