Morte no café da manhã

Normalmente tomo meu café da manhã com o Rodrigo e a Glória, não preciso de formalidade, afinal estou de camisola com eles todas as manhãs, mas para quem não tem intimidade Rodrigo Bocardi e Gloria Vanique .

O hábito começou depois que saí da casa dos meus pais e deixei de receber o boletim da situação da cidade assim que eu saia da cama (e o único dia em que eu não liguei a TV antes de sair de casa, foi o dia em que aconteceu algo realmente expressivo no país, a queda do avião da Chapecoense).

As notícias de acidentes sempre me fazem pensar e hoje uma me mostrou mais uma vez a fragilidade da vida. Um homem estava indo para o trabalho quando seu carro foi atingido por outro e ele morreu carbonizado. O acidente ocorreu às 3h40 da manhã, suspeita de racha, mas eu fiquei pensando em outra coisa.

Na hora eu pensei nas vezes eu que eu saí para a balada e voltei de uber para não ter que me preocupar com bebida e direção (não que eu beba e dirija, afinal eu não dirijo nunca), mas outras pessoas bebem e dirigem e poderiam acertar em cheio o uber que eu estou e no quanto eu sempre volto tensa para casa pensando nisso e que o seguro mesmo seria um ônibus, pois se um carro batesse nele, faria no máximo uma “cosquinha”, mas aí existiriam outras situações embutidas…

O fato é que de um jeito ou de outro estamos sempre tentando nos proteger de algo que vai chegar. Só não sabemos quando…

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