O tempo

Tenho valorizado muito o tempo.

Ainda não decidi se isso é porque ultimamente tenho organizado minha agenda com uma régua para fazer caber tudo ou se é porque tenho me sentido mais consciente da passagem dele.

Ambos os casos andam de mãos dadas e geram uma relação de interdependência.

A súbita descoberta de que ele passa, trouxe uma urgência em resolver tudo para ontem, como se não houvesse mais tempo para deixar para amanhã. E isso me levou a sobrecarga que abarrota a agenda e consome cada minuto, que se tornou mais precioso.

Descobri o poder de cada instante que era deixado passar, cada “brechinha” que não era utilizada para nada e magicamente tenho visto que quanto menos tempo pareço ter, mas tempo eu consigo ter, mais coisas eu consigo fazer.

Tenho re-cultivado muitas relações que foram importantes, mesmo que isso tenha que acontecer em um almoço no horário de trabalho ou em uma mensagem que eu vou demorar 6 horas para poder visualizar porque eu me afoguei em outra atividade.

Tenho re-desenhado prioridades. E descoberto coisas novas maravilhosas.

Existe um preço físico? Claro que existe. E muitas, muitas vezes um psicológico também, mas tem dado uma gratificação que há muito não sentia. Uma gratificação vinda justamente da ação. Eu sempre fui uma pessoa da ação.

O preço emocional vem dos tempos que preciso esperar para que algumas coisas floresçam, dos tempos que não dependem de mim, dos passos que meu medo me puxa pela manga e me impede de andar, mesmo que eu saiba que deveria.

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