Perdendo o rumo de casa

Fernanda Almeida
Jul 25, 2017 · 1 min read

Não foi metafórico, foi de verdade.

Estava frio, eu estava cansada e não prestei atenção no que estava fazendo.

Bati o olho no número do ônibus e pensei: “chega, vou neste mesmo e pego outro na marginal, só quero sair daqui.”

Normalmente pelo horário eu não teria feito esta escolha, mas estava muito frio.

Sentei e comecei a ler, até uma estranha curva à esquerda ser feita.

Como assim uma curva à esquerda?

Sim, eu peguei o ônibus errado. Eu errei o caminho para a minha própria casa! Eu moro lá à quase 3 anos e eu errei o caminho de casa!

Um suspiro de resignação, afinal ali (tanto no ônibus como naquela rua) não havia nada que eu pudesse fazer. Sorte era que eu até sabia o caminho que aquele infeliz fazia. Apenas uma letra de diferença e meu caminho todo alterado.

Aceitei, como aceito todos estes pequenos imprevistos da vida. Aceitei como a certeza de não poder passar pelo meu caminho habitual, ou de não poder chegar em casa no horário normal.

E voltei a ler meu livro…

    Fernanda Almeida

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    Escrevo porque às vezes nem tudo cabe dentro de mim e precisa transbordar.