Tempos Modernos
Este filme do Chaplin é um símbolo do trabalho repetitivo, em que não é preciso pensar, apenas fazer.
Passei uns dias entregue à algumas atividades no escritório, as quais não fazia já há muitos anos, tais como: tirar xerox, digitalizar documentos, fazer arquivo…
Durante estas atividades a cabeça voa e foi assim que…
… na sala do arquivo, entre uma nota fiscal e outra me dei conta de como aquilo era uma atividade mentalmente relaxante. Não envolvia esforço mental algum. Era só ler o emissor, abrir a gaveta, puxar a pasta, colocar a nota lá dentro e guardar a pasta de volta. O maior esforço era a ordem alfabética, e eu nem chamo isso de esforço. Aposto que a pessoa que habitualmente faz o arquivo, não acha a atividade tão boa assim, ou não acumularia a papelada na proporção que o faz. Ou será que ele economiza para ter mais prazer? Nunca tinha observado por esta ótica…
Seria apenas a grama do vizinho sendo mais verde? Saudosismo de uma época em que já fiz estas coisas e também por saber que não continuaria por muito tempo? Ou meu cérebro andava precisando de um break e o encontrou lá na sala do arquivo? Sexta, no Globo Repórter.
