QUE TEMPOS SÃO ESTES EM QUE É PRECISO DEFENDER O ÓBVIO?

A celebre frase de Brecht, se olhada do ponto de vista factual de sua época, nos remete a ideia num contexto situado na
Segunda Guerra Mundial, em que perdurou a ascensão e proliferação do Fascismo. Mas pode, e deve ser trazida para as
infinitas circunstâncias (sejam elas passadas, atuais ou futuras).
Em tempos onde: “O certo é o errado e o errado é o certo”, isso é, inexiste uma concatenação entre os atos.
podemo-nos aludir a árdua crise dos refugiados, que saindo de seu local de origem, para debandar de guerras, conflitos,
miséria, fome, dentre outros. Adentram em longas jornadas (talvez mais perigosas do que se manter intrêmulo) com objetivo de ingressar em determinado local onde consigam ter direitos e dignidade.
Isso não é uma tarefa fácil, posto que muitos, tendo como exemplo, na travessia do Mar Mediterrâneo naufragam,
passam necessidades, são ludibriados com falsas viagens que lhes tiram além de suas economias, granjeadas durante anos,
suas pobres vidas. E quando conseguem chegar, se deparam com uma grande barreira, como um “muro de Berlin moderno”,
cercado de soldados e arames farpados. Impedindo assim, de que continuem a busca de minimizar a interdição em estão
sujeitos hodiernamente.
Mas, e os que tentam ajudar a estes carecidos imigrantes de atravessar a fronteira? Em muitos países, essa atitude
por lei tornou-se ilegal, sujeito a pena de multa, (o conjunto de leis em determinadas particularidades pode ser inumano),
se cogitarmos uma analogia é possível comparar a mais um fato histórico de nosso passado: Na WWII ajudar Judeus a fugirem
do regime alemão, durante o período que ficou conhecido como o Holocausto, era ilegal e sujeito a pena de morte. Se
analisarmos e compararmos com essa menção, e possível dizer que neste caso especifico, há uma espécie de controle
despótico informal, onde os Direitos humanos não são reconhecidos, mas sim entendidos.
As autoridades entendem a adversidade e fazem o mínimo possível quanto ao caso, bem como agem como se não tivessem
responsabilidade por vários desses males provocados pela pura ambição expansionista do século XX.
Estes imigrantes que conseguem chegar a algum ponto exponencial, saem de um local de indigência concreta, mas
adentram num espaço onde permeia a miséria psíquica e espiritual.
Enfim, mais uma vez a um episódio se assemelha com o passado, mas agora no âmbito da pôs-modernidade e do
informalismo.
É claro que há vários outros assuntos a serem tratados noutras óticas e textos (Misoginia, Nacionalismo, economia, social,
diplomática…), o que enfatizo no epílogo desse texto é: “Que tempos são estes em que é preciso defender o
óbvio?”.
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