15 coisas que eu queria ter descoberto no início da vida | por Tiago Mattos
Perestroika
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Gostei muito de alguns pontos, Tiago, mas há outros pontos em que eu pensava como você e aprendi com a passagem do tempo, com a experiência profissional e com o amadurecimento pós-30s, que são coisas que eu gostaria de ter aprendido aos 25. Ou aos 19.

3 — Quem se apega demais às ideias é porque tem poucas.

Ou porque tem convicção de que ela é muito boa.

4 — Antes de ter alguém como ídolo, descubra se essa pessoa é uma pessoa de carne e osso. Admire a pessoa antes do profissional. O mundo precisa mais da consciência do Bill Gates do que da frieza do Steve Jobs.

Não tem problema admirar uma característica de um canalha. Basta não ser canalha como ele. Deixando a canalhice de lado, adoro o Paul McCartney, mas acho bobagem o veganismo dele.

5 — Desconfie das estruturas que não estão trocando o seu desenho hierárquico para um modelo em rede. A verticalização é um hábito dos líderes inseguros.

A verticalização é a única que funciona em alguns ambientes. Verticalize o exército, uma escola e você terá o caos. Ou a vitória da estética sobre a prática. Certas coisas precisam ser verticalizadas ou morrerão. Palavra de quem horizontalizou.

8 — Ter uma postura incomum dá trabalho. Você é julgado o tempo todo pelo senso comum. Que, como o próprio nome diz, é comum.

O senso-comum não é ruim porque é comum. Às vezes (muitas vezes) ele é comum exatamente porque é bom.

11 — A internet é uma revolução incrível, mas é muito pouco perto das outras revoluções que vêm por aí. Os líderes digitais que pararem de aprender podem ficar tão obsoletos quanto os antigos barões da revolução industrial.

A internet é revolucionária em certos aspectos. Mas em seu aspecto mais imporante ele ainda é como tudo sempre foi: poder concentrado nas mãos de uns barões. A diferença é que não temos mais o capitalista gordão fumando charuto com uma chibata nas mãos. Temos o nerd magrelo numa família multiétnica com cara de banana.

13 — O único sentido de fazer alguma atividade oito horas por dia, todos os dias, é saber que você trabalha para um mundo mais legal e alinhado ao seu propósito. Qualquer outra coisa é egoísmo, alienação e/ou perda de tempo.

"Mundo mais legal" e "alinhado ao seu propósito" pra um socialista é uma coisa, e pra um libertário é outra, pra um conservador é outra, pra um vegano é outra. O equilíbrio destes "self-interests" é que move a roda da sociedade. E ser movido por este interesse próprio (egoísmo) é o que dá sentido ao mundo: eu, motivado pelo interesse em ganhar dinheiro, gero empregos, conhecimento, cultura, ideias, inspiração blablabla.

14 — No dia em que você morrer, a única coisa que sobrará é o seu legado.

Ser um bom pai, um bom filho, um bom vizinho, um homem honesto e um bom marido já é um puta legado. Pergunte aos pais de qualquer campeão mundial, inventor, artista de sucesso. Ser o Bill Gates é um grande feito, mas ser o pai e a mãe do Bill Gates? Foi aquela criança que você criou que se tornou "o" Bill Gates. Não é um puta feito? Seu filho é um gênio, seu filho mudou a humanidade. Pense nisso.

15 — Esteja sempre aberto a rever seu ponto de vista. Mudar de opinião é uma grandeza, não uma fraqueza.

Concordo e acrescento: Só quem é burro não é incoerente.

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