Se essas críticas “chovem” quando um homem fala em recato e pudor, a chance dele estar sendo…
Thamires Motta
231

Não precisa assumir uma ofensiva: você puxou o “machismo” do nada, por leitura semiótica, ignorando a semântica, insinuando uma possibilidade sem base em fatos concretos, apenas no que você talvez esteja acostumada a ver.

Não neguei que a mulher pode fazer o que quer, tampouco estou criticando o comportamento feminino, e muito menos exigindo recato e pudor exclusivamente feminino. Cada um faz o que quer com seu corpo. O problema é quando a pessoa defende um comportamento que causa a reação que ele condena. É como defender o roubo, mas não querer ser roubada.

Meu argumento foi meramente analítico, sem opinião, baseado em fatos, análise da relação causal. A liberdade sexual foi positiva por um lado, mas por outro ocasionou essa evolução nociva da pornografia, da mesma forma que corticóides curam, mas criam resistência ao efeito, exigindo doses cada vez maiores até chegar ao ponto em que são inócuos.

Leia por exemplo o link da Vice, que compartilhei aqui. Quando uma ação fetichista se tornou banal, o público começou a exigir doses maiores que resultaram no rosebud, no fetiche de enteadas, filhas e outros tipos de comportamentos abusivos contra a mulher. E muitas vezes estes filmes são realizados não porque a mulher se sente confortável ou deseja fazer isso, mas porque ela enxerga um poder de barganha. Não acho que este seja o empoderamento pretendido pelo feminismo.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.