Berlim e a honra soviética

Durante 40 anos em Berlim, o verão naquela cidade dividida por questões políticas, o que então permitiu a divisão dolorosa de um povo. Em qualquer razão, a vida naquela cidade era algo bastante sem graça, você era totalmente monoto, o silêncio rodava em toda parte da praça, o muro era algo como um talismã intocável para o povo alemão, se atravessar aquele talismã, você era morto. No fundo, ir para Berlim, era uma sensação de cansaço sobre a vida, sentir a vida dividida, era bastante deprimente para um povo. A liberdade em ambas as partes de cada muro, era uma esperança no fim do túnel para cada berlinense que estava submisso a política bipartidária mundial.

Você era um escravo do sistema, se sentir sozinho era bastante comum, a tristeza corria pelo sentimento de cada pessoa. Marchas e canções da Internacional Comunista e a produção elevada para trazer coisas surreais e fazer consumir cada vez mais as coisas, eram belos instrumentos para afastar a tristeza e o cansaço da vida sob uma cidade divida sobre um muro. Havia uma moralização que se desenvolvia aos poucos em cada pessoa que vivia entre as duas partes da cidade.

Hoje em dia, ainda é possível perceber uma diferença entre cada cidadão berlinense: no sotaque, na forma de agir, na moral que foi adotada por cada um durante 40 anos. Cada alemão hoje tem a liberdade de mostrar sua independência moral, mas nenhum cidadão tem conhecimento profundo sobre esta independência, porque o fato de viver sufocado diante de sistemas que exigem uma posição política e a defesa de um governo, trouxe traumas para a Alemanha e todos os países que pertenciam ao Pacto de Varsóvia.

Na Rússia, o processo de democracia e individualidade será algo que apenas as futuras gerações saberão utilizar, o fato que levou a extinção da URSS, com a perestroika adotada por Gorbatchov, foi algo que apenas levou a dissolução da moral e ética que era adotada na CCCP em 74 anos de história. Os russos na década de 90, se enfraqueceu como povo, assim tornando um povo traumatizado após a dissolução de seu país, que então, nasceu, cresceu e se desenvolveu como cidadão de bem. Putin no Ocidente é visto como um ditador autoritário e que deseja se tornar um Deus supremo,pelo favorecimento que a população tem sobre ele, é a mais pura bobagem que a midia ocidental cria para distorcer a imagem de Putin como presidente que condiz com os valores do povo, honrando a vontade de cada cidadão russo. Sem buscar submeter aos americanos e trazer uma boa qualidade de vida ao seu povo, aproveitando para promover a justiça para a conquista da paz entre povos.

Nós russos, sempre buscamos manter a dupla lealdade que era adotada entre reconhecer os valores e conhecimento de cada povo, sem promover golpes baixos para entender ser o dono da razão, como é feito nos EUA.