Simetria não cabe na realidade

As tramas

Das letras

Dos céus

Azuis

Poéticos

Estáticos

Dinâmicos

Da vida

Que nasce

E morre

Todo santo dia

Do encanto

No espanto

Do belo

No feio

Dos dias

Que também são noites

Uma coisa só

São coisa tanta

No tempo

E no espaço

Mais no espaço

Não gosto do tempo; aquele que cronometra

Não o que ilumina

Ou faz chover

Esses são únicos

Um sopro

Se invertem

Brincam

Como os pássaros

Livres

Não somos

Queremos

Sem saber

Por onde começa

O caminho

Não finda.