GT17 — Sumaré, Brasil

Sumaré, Sobral, Ceára, Brasil! Aqui fui feliz, aqui fomos felizes. E digo aqui e não lá, porque depois daquele mês, nunca voltamos verdadeiramente, um bocadinho de nós ficou para sempre lá, e do nosso Brasil trouxemos um pedaço enorme.
Somos o conjuntos de todas as vivências e experiências da nossa vida, mas além disso, somos o conjunto de todas as pessoas que nela passaram. E o Brasil, é, sem duvida, as pessoas. As pessoas que nos abraçam sem nos conheceram, aquelas que nos contam as suas histórias e as que nos deixam com uma lágrima sem sabermos bem como. No Brasil senti-me em casa. Mesmo estando a minha casa a um oceano de distância. Somos da familia assim que nos olham, somos amigos assim que nos abraçam porque esta é a verdadeira forma de cumprimento, porque não ha melhor maneira de conhecer alguém que num abraço.

Nesta missão fizemos tudo, fomos professores, educadores, dançarinos e construtores, fizemos de tudo, e nada nos podia ter deixado mais felizes. Ensinamos muito, mas aprendemos muito mais! Aprendemos que não precisamos de grandes coisas para se ser feliz! Precisamos de alegria e de boa disposição, de um sorriso e um abraço, mesmo que de um desconhecido. Aprendemos que quando mais damos mais recebemos, que gestos tão simples podem significar tanto, para nós e para os que nos rodeiam. Sentar numa cadeira que nos foi oferecida, ou beber um chá preparado com carinho pode significar muito mais do que pensamos.
Quando me perguntam: Como foi o Brasil? Ainda não sei bem o que responder, porque aconteceu tanto num mês, que nem sei bem por onde começar; mas ao mesmo tempo é tão dificil expressar o sentimos, o que lá vivemos. Quem esteve, sabe.
Entrámos nesta aventura porque queriamos fazer a diferença, porque todos nós temos a ténue esperança de contribuir para a mudança no mundo, e lá percebemos que não é preciso mudar todas a pessoas para mudar o mundo, às vezes basta mudar o mundo de uma pessoa só. E passado este mês percebemos que quem mudou se calhar fomos nós!
Hoje sei que cresci, sei que crescemos, e não foi num mês, foi neste ano; desde o momento em que nos conhecemos, em todos os momentos, os bons e os menos bons, os que rimos e naqueles em que choramos, nos que nos revoltamos e naqueles em que só nos apetecia cruzar os braços e desistir. Mas não desistimos, e juntos, os 6, com todos aqueles que passaram pelo nosso caminhos fomos tão felizes no nosso Brasil.
Inês Parreira

