Os motores Jenbacher da GE estão gerando energia limpa pelo Brasil!

A demanda global por energia não para de crescer — em 2020, estima-se que seja 35% maior do que hoje — e, nesse cenário, evitar perdas e desperdícios está na ordem do dia. Mas, para gerar energia com eficiência e diversificar a matriz energética, é preciso unir soluções inteligentes a fontes alternativas de energia. E quando falamos em “alternativas”, vamos tão longe que chegamos a aterros sanitários, os famosos lixões.

Você não entendeu errado: em diversas localidades do Brasil, os motores Jenbacher da GE já aproveitam o biogás de aterros para gerar energia. Os motores Jenbacher ainda são utilizados em outros modelos de geração distribuída, que acontece próximo ao ponto de consumo, e de cogeração — que produz energia elétrica e térmica a partir de uma única fonte de combustível — aproveitando resíduos industriais.

O caminho é promissor. A GE estima que, em apenas dois anos, tecnologias de geração distribuída possam acrescentar cerca de 4.2 GW de energia ao sistema elétrico nacional, o suficiente para levar energia a mais de 12 milhões de habitantes, o que equivale a uma grande cidade como São Paulo!

Quer saber aonde tem motores Jenbacher da GE funcionando pelo Brasil? Veja só:

Em Guatapará, biogás do aterro gera energia limpa

Guatapará é uma cidadezinha que fica a cerca de 320 km de São Paulo. Todo dia, o aterro do município recebe um comboio de caminhões recheados de 3,5 toneladas de lixo residencial e industrial vindo de cidades vizinhas, como Ribeirão Preto, o que produz uma grande quantidade de metano. Com três motores Jenbacher em funcionamento, o biogás é processado e transformado em energia, resultando na geração de 4.2 MW, quantidade que dá para abastecer 13 mil lares brasileiros, ou mais que toda a população de Guatapará.

Eficiência energética para o processo industrial

Esse foi o primeiro projeto de cogeração de energia industrial a partir do biogás a entrar em operação na América Latina. Na fábrica da Bio Springer do Brasil, em Valinhos, interior de São Paulo, foram instalados motores Jenbacher que contam com uma capacidade de 846 kW de potência elétrica e aproveitamento de 945 kW de potência térmica. Com isso, a Bio Springer ganha com autonomia na produção de energia elétrica e calor necessários para o processo industrial, diminui a geração de resíduos e de quebra reduz as emissões de dióxido de carbono da fábrica.

Na fábrica da Coca-Cola, também tem motor a gás!

Na unidade de engarrafamento da Coca-Cola em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, três motores a gás Jenbacher geram 12 MW de energia, quantidade capaz de abastecer uma cidade de 40 mil habitantes, como Mongaguá, litoral de São Paulo, por cerca de 15 anos. Além de fornecer energia limpa, nossos motores também ajudam na produção de água fria, dióxido de carbono, nitrogênio e nas operações de engarrafamento, auxiliando na capacidade de produção da Coca-Cola.

Mais energia e menos resíduos para Belo Horizonte

Em Belo Horizonte, a frase “o lixo vale ouro” é levada a sério. A cidade, que tinha os aterros sanitários como maiores emissores de gás até 2007, se tornou um exemplo no aproveitamento de resíduos para a geração de energia no país. Hoje, o biogás da unidade de tratamento de resíduos sólidos da cidade é captado por tubos e serve de biocombustível para quatro motores Jenbacher, com capacidade combinada de 5.5 MW. O resultado? Fornecimento de energia para 60 mil moradores da cidade e redução de até 60% das emissões até 2016.

E vem mais por aí!

No município de Minas do Leão, Rio Grande do Sul, um aterro sanitário recebe diariamente 3,5 mil toneladas de resíduos urbanos que vem de Porto Alegre e de outros 130 municípios do estado. Lá, o biogás extraído do aterro será tratado e, em seguida, encaminhado para a combustão em seis motores Jenbacher de 1.4 MW de potência. Isso significa que, além de gerar energia limpa, ao evitar a queima e o lançamento do metano presente no biogás na atmosfera, a solução evitará que 170 mil toneladas de dióxido de carbono sejam emitidas por ano.

O projeto, parceria entre a divisão de Distributed Power da GE e a Solví Valorização Energética (SVE) do grupo Solví, será a primeira planta do Rio Grande do Sul a gerar eletricidade a partir de biogás do lixo urbano e terá capacidade inicial para gerar 8.5MW de energia, mas pode chegar, no futuro, a 17 MW, ou o suficiente para atender uma cidade de cerca de 200 mil habitantes.

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