Crônicas de Ninguém

E as vezes me vejo a longa data.
Calvo, com os poucos cabelos que restam já brancos. 
Na garupa minha bela esposa, do qual o tempo não é capaz de atingir.
Longas distancias ainda a percorrer, estradas com obstáculos deixados para trás.

É… nos momentos em que algo me tira eixo, prefiro escrever sobre minhas previsões, do que me desesperançar ou deixar que a vontade de me enraivecer me prive do futuro. Coitados são os objetos ao redor, sempre apanham um pouco, afinal, meu autocontrole não é assim tão evoluído.
Algumas pessoas acordam com um simples objetivo, lançar à lama toda a tua paz e com afinco prosseguem.
Há quem diga que devemos nos manter firmes, tranquilos e aguardar pois essas pessoas logo desistem. Mas há momentos em que nossa cabeça parece pender em direção a vontade de trucidar a retidão dos atos, os pensamentos levantam a voz e acabamos por nos perder em níveis de discussão jamais imaginados.
Sorte daquele que se cala, que reflete, que ignora a ponto de se sentir sozinho em um ambiente cheio. Cheio de pessoas baratas, da qual a presença e companhia não valem uma misera gota de suor derramada em quentes tardes de dezembro.
Prefiro poetizar, divagar em pensamentos, do que me afundar junto a todas elas em seus perfis vazios.
Até que então, dentre belos e sórdidos pensamentos, a linda imagem de alguém se calando surge. Calados estão meus pensamentos, meus medos e minhas angustias.
Durante o pensamento, calado foi o momento. Em paz estou novamente.

01/12/2015

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