A teoria da jujuba.

Tenho uma teoria.
Todo mundo acha que a jujuba de morango é melhor. No máximo, a de uva está em segundo lugar. Há aquelas crianças inclusive, que separam apenas as vermelhas e roxas, largando o resto no saquinho.

Eu preferia as laranjas.

Logo, sempre havia a oportunidade de comer as que os amiguinhos não gostavam né? E cê sabe, a oportunidade não bate mais de uma vez na sua porta. Okay, no meu caso talvez muitos amiguinhos me oferecessem as jujubas restantes e por isso eu tenho esse meu corpinho característico, mas isso não conclui a teoria. O ponto aqui é o seguinte:

a vida meio que muda quando você encontra alguém que também goste da jujuba laranja.

É tipo a teoria da azeitona, só que diferente.

As azeitonas você divide (e com isso eu quero dizer “empurra todas do prato”) com o seu crush pelo simples fato de não gostar, e isso completa vocês.

Mas na jujuba, meu amigo… O buraco é mais embaixo.

Achar alguém que goste do mesmo sabor “esquisito” de jujuba é um exercício de amor.
É abdicar de um dos pequenos prazeres da vida para o outro, e não se importar nem um pouco com isso. Ficar feliz apenas por ser capaz de estampar o sorriso nos lábios de quem se gosta. É tipo o Marshall, que chega a fingir que não gosta das azeitonas, apenas para ver a Lily contente em ter um pouco mais daquela coisinha verde no seu prato.

Largar o gostinho ácido da oliva, para o adocicado colorido.

Talvez isso fosse até um problema, mas deixa os cara. Não tem nada mais legal do que compartilhar a felicidade.

Enfim, por mais jujuba.

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