O corpo colado.

um braço levemente adormecido, servindo de apoio. As pernas trançadas, a respiração na nuca.

Leve, quase despretensiosa. Quase.

O suficiente para arrepiar uma espinha inteira. Para descarregar toda adrenalina restante em uma fração de segundo. A dose necessária para que respirar não seja mais o suficiente para estar vivo.

A mão não adormecida é gentilmente convidada ao seu seio.

Os lábios não mais se contentam com a distância, passeando suavemente ao pé do ouvido dela.O resto de seu corpo é tomado pela ansiedade. Suas mãos buscam exprimir qualquer milímetro entre os dois.

Me possua.

Logo sua boca a tocava por inteiro. Da ponta dos lábios até suas coxas, não parando sequer para despí-la por inteiro.

Segurava suas coxas enquanto devorava seus seios com a ponta da lingua apenas para sentí-la conter seu gemido.

Antes que pudesse devorá-la de dentro pra fora, ela fez questão de virá-lo. Diferente dele, com muito mais domínio da malícia, beijava-o intensamente, enquanto despia seu corpo aos poucos.

Recostou levemente a cabeça em sua coxa enquanto segurava-o com uma mão.

Colocou-o por inteiro na boca e o deixava escapar apenas para brincar com sua língua ao final.

Ela queria que sentisse os mesmos espasmos que ele a fizera sentir momentos antes. Seu sorriso sacana denunciava, mesmo que não estivesse batendo para ele enquanto mordiscava seu pescoço.

Ela não só queria. Ela conseguia.

O jogo de poder entre os dois sempre foi das coisas mais deliciosas que já presenciou. Puxou-a para mais perto. Não sairam até que se exauriram de toda energia.

Entre os dois, sobraram apenas os corpos trançados, o sono pesado e a fresta de luz daquele fim de tarde.

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